
Por Fábio Campos
fabiocampos@focuspoder.com.br
Logo em seu discurso de estréia como novo primeiro-ministro britânico, o conservador Boris Johnson reafirmou que o Reino Unido deixará a União Europeia (UE) em 31 de outubro com ou sem acordo com o bloco europeu. Ele reconheceu que a opção de um rompimento mais duro tem “possibilidade remota” de acontecer.
Dizem que Boris é meio louco. Pelo menos, cara de doido ele tem. Em seu blog no Focus, Catarina Rochamonte apontou que “a imprensa dá conta de que, mais do que direitista confesso, Boris Johnson cultivou a imagem de um conservador desbocado, indiferente à censura das ‘patrulhas’ da correção”.
Indiferença ao patrulhamento é uma característica dos fortes. Precisa ser um pouco louco também, é verdade. Mais que isso, precisa ter muita segurança acerca de seus atos e palavras, além da percepção de que os patrulheiros sempre defendem interesses inferiores.
Não sei se BJ será um grande primeiro-ministro. Não sei nem se foi um bom prefeito de Londres. Sei que foi um ardoroso defensor, com sinais de arrependimento, do Brexit. No jornalismo político, defendeu com ardor suas posições liberais a ponto de ter como fonte nada mais, nada menos do que Margaret Thatcher, a segunda maior estadista da História britânica
No entanto, sei que o conservador BJ escreveu um ótimo livro. Trata-se de uma biografia de Winston Leonard Spencer-Churchill (1874-1965) intitulada “O Fator Churchill – Como um Homem fez História”.
Boris Johnson colocou mais um volume na longa lista de biografias publicadas sobre o lendário político, para dizer que não, não foram as circunstâncias, mas sim o gênio e os instintos de Churchill que o puseram na frente das decisões geopolíticas mais importantes do século XX.
Recomendo demais, principalmente aos mais jovens interessados em conhecer uma leitura real, crua e, muitas vezes, apaixonada do maior estadista da História britânica cuja personalidade misturava excentricidades com uma percepção sem igual do mal que precisava ser arduamente combatido: o nazismo.
AUTOR: Boris Johnson
EDITORA: Planeta
ANO DE EDIÇÃO: 2015
PÁGINAS: 496







