
Com advento da internet e das redes sociais renasceram e proliferaram no planeta as diversas formas de esquema Ponzi. São alimentados pela oportunidade e a ganância de ganhar dinheiro rápido com rendimentos muito acima do mercado financeiro.
No passado, existiam as correntes de amigos em que os primeiros da lista ganhavam e os que entravam no fim perdiam.
As pirâmides atuais surgem diariamente travestidas na roupagem “marketing multinível” em que os encontros presenciais são animados por músicas e orações, assemelhando-se na metodologia aos encontros motivacionais, sejam laicos ou religiosos, na captação de novos afiliados.
Fui convidado para participar de uma dezena delas. Todas pereceram e deram prejuízo aos que entraram no final da festa, a citar algumas que o Poder Judiciário constatou: mister colibri telexfree, bbom, priples, D9 clube, Ifreex, Unick, entre outras.
A nova onda agora são os esquemas de mineração de criptomoedas e de trading. Criam-se grupos nas mídias digitais, eventos online e promessas de enriquecimento fácil, desde que o afiliado faça rede cooptando nos integrantes com a mesma ilusão de ficar rico.
Sigam algumas dicas para desconfiar de um golpe:
1 Os divulgadores afirmam que não é pirâmide financeira;
2 Prometem ganhos bem acima das aplicações do mercado;
3 Tem foco intenso no recrutamento de novos afiliados;
4 A sede da empresa normalmente é em outro país ou em paraíso fiscal;
5 Não tem produto de consumo ou o serviço é virtual;
6 O rendimento maior vem da indicação de novos participantes;
7 Existe ausência de emissão de nota fiscal de serviços ou venda de produtos;
8 A motivação nos eventos é acima da razão;
Realmente, é muito mais fácil enganar uma pessoa do que convencer que ela está enganada. Parece que surge um bloqueio psíquico entorpecido pela paixão da ganância e do autoengano. Mas, na verdade, poucos são os inocentes nesse ramo, porque no fundo sabem que estão a serviço da cobiça em detrimento do prejuízo que vão causar aos recrutados.
Quem avisa amigo é!







