
O que fez Bolsonaro comparecendo a uma manifestação coletiva? Desautorizou publicamente seu ministro da Saúde.
O parvo não parece ter noção nenhuma do lugar que ocupa e da força simbólica de seus gestos públicos. É uma caricatura.
O impacto potencial da pandemia na economia das nações pode ser tamanho que ninguém ainda ousou projetar essa conta.
Apenas para ilustrar o drama (o termo é este), na Itália, por exemplo, as pessoas estão sendo multadas por andar nas ruas.
Aeroportos, fábricas, estádios, lojas, hotéis, escolas, escritórios, bares e restaurantes estão sendo fechados no mundo inteiro.
A retração da economia terá efeitos severos sobre as taxas de desemprego que, no Brasil, já se encontram num patamar crítico.
Países como o nosso, onde o sistema público de saúde e a estrutura urbana são precários, tendem, sim, a perder mais vidas.
E, diante desse quadro que exige convergência de esforços, o que faz o presidente? Joga sua legião de celerados contra as instituições!
Vai a um ato público e se deixa fotografar ao lado de um cartaz que exige a destituição de alguém que está na linha sucessória.
Chuta, diante das câmeras, um boneco inflável com o rosto de um adversário político e comemora como se tivesse feito um gol.
A imagem não é muito distante daquela em que um imperador tocava lira na sacada de seu palácio enquanto a cidade ardia em chamas.







