André continua protegendo Inspetor, mas Capitão dispara a metralhadora

COMPARTILHE A NOTÍCIA

O que aconteceu:
Capitão Wagner, presidente do União Brasil no Ceará, criticou duramente o vereador Inspetor Alberto (PL) e o responsabilizou por ter prejudicado a candidatura de André Fernandes (PL) no segundo turno em Fortaleza. Wagner aponta que os vídeos gravados por Alberto foram desastrosos para a campanha e, ao fim das contas, responsáveis pela derrota do candidato do PL. A fala do Capitão foi em entrevista ao site do Diário do Nordeste.

As críticas de Wagner:

  • Vídeos problemáticos: Dois vídeos gravados por Alberto causaram enorme repercussão negativa quando faltavam pouco tempo para o dia da eleição e todas as pesquisas apontavam que André liderava a disputa, mesmo que dentro da margem de erro. Um mostrava o vereador encomendando um caixão para o adversário, Evandro Leitão. O outro o flagrava maltratando um porco, em trocadilho infantil com leitão, puxando o animal pelas orelhas e ameaçando levá-lo à churrasqueira.
  • “Imbecilidade” e “crime”: Wagner não economizou nas palavras, chamando as ações de Alberto de “imbecilidade”, “irresponsabilidade” e “crime”. Ele questionou a necessidade de tais atos, especialmente quando Alberto já estava reeleito como vereador.
  • Consequências legais: Wagner lembrou que o inspetor enfrenta um inquérito policial, pagou multa e está sob risco de cassação. Ele acredita que até vereadores do PL votariam contra Alberto se a cassação fosse à votação.
  • Toxicidade na campanha: Wagner classificou Alberto como uma influência “extremamente tóxica” na campanha de André Fernandes. Segundo ele, o comportamento do inspetor não contribui para uma candidatura majoritária séria e só atrapalhou.

O contexto maior:
Wagner elogiou o amadurecimento de André Fernandes, que tentou adotar um discurso mais moderado e se afastar de figuras como Jair Bolsonaro. No entanto, ele destaca que pessoas como Alberto ainda comprometem projetos políticos mais amplos.

Próximos passos:
Apesar das críticas, Wagner mantém diálogo com André Fernandes e o PL, buscando superar desentendimentos e construir alianças para o futuro.

O que o Capitão não disse: durante o primeiro turno, Wagner fez a mais dura crítica a André Fernandes quando relatou o nepotismo cruzado entre o então candidato e o vereador Inspetor Alberto. O gabinete do vereador empregou diversos familiares de André e o gabinete parlamentar de André empregou familiares de Alberto, o que gerou um pedido de investigação ao Ministério Público sobre o caso.

COMPARTILHE A NOTÍCIA

PUBLICIDADE

Confira Também

Emandas bilionárias e outros privilégios deve baixar índice de renovação de mandatos federais

Selo do TSE divide institutos; AtlasIntel apoia iniciativa e acende debate sobre precisão das pesquisas

Aval de Lula consolida Cid Gomes como candidato ao Senado e aproxima definição da chapa governista no Ceará

O Duplo Twist Carpado de Mauro Filho

Obtuário: Cid Carvalho, uma voz que atravessou gerações da comunicação e da política cearense

A chapa dos sonhos do governismo no Ceará

Jogando na defesa e no ataque, Romeu Aldigueri se torna referência no enfrentamento com a oposição

Ceará como um dos elos da nova cadeia automotiva mundial e a bad trip da nossa política

O silêncio de Cid Gomes não é dúvida. É método.

Carta a Trump: Mais um grave erro político de Flávio Bolsonaro

Camilo e Luizianne reabrem canal político após anos de distanciamento

A aposta do Ibmec no capital humano cearense

MAIS LIDAS DO DIA

Quaest registra vantagem de Ciro sobre Elmano na corrida aos Abolição

Quaest: Cid lidera corrida ao Senado; Capitão Wagner aparece em segundo

Quaest: Lula lidera no Ceará com 55%; Flávio Bolsonaro tem 22%

Letramento em IA deixou de ser diferencial e virou requisito de sobrevivência

Mercado imobiliário movimenta R$ 4,8 bilhões no Ceará no primeiro semestre

PSB oficializa apoio à reeleição de Lula e confirma Alckmin como vice

Brasil fecha o mês de junho com saldo positivo de 145.161 empregos formais

Quaest: 52% dos cearenses aprovam o governo Elmano e 51% apoiam sua reeleição

Os elevados custos da democracia e a racionalização do voto; Por Paulo Elpídio