Bancos e governo se unem para que crédito imobiliário saia da estagnação para o crescimento

COMPARTILHE A NOTÍCIA

 

Entre linhas: Depois de anos de estagnação, uma nova agenda busca destravar o financiamento habitacional no Brasil.

Por que importa: O crédito imobiliário no Brasil, que subiu de 2% para 10% do PIB entre 2000 e 2015, parou de crescer. Sem novas fontes de recursos, ele pode se tornar mais escasso e caro, prejudicando o acesso à casa própria.

O problema:

• A principal fonte de financiamento, a poupança, sofreu saques de mais de R$ 200 bilhões nos últimos três anos e não deve se recuperar.
• Com isso, a participação do crédito imobiliário no PIB brasileiro está atrás de países como México (11%), Índia (12%), África do Sul (18%), e Chile (30%).

O que está acontecendo:

• Fontes alternativas: A Abecip defende o fortalecimento de instrumentos como Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs).
• Taxa de pré-pagamento: Proposta para taxar mutuários que quitem financiamentos antecipadamente, prática comum em mercados como Chile e EUA.
• Mudanças na liquidez: A Abecip busca reduzir o prazo de vencimento das LCIs para atrair mais investidores.

O que dizem os especialistas:

Marina Gontijo, da Oliver Wyman, aponta que é crucial tornar esses instrumentos atraentes para investidores e emissores.
Inês Magalhães, da Caixa, sugere liberar parte do compulsório bancário para injetar R$ 50 bilhões no setor.

O que vem a seguir:

• O governo prepara a Emgea, estatal ligada ao Ministério da Fazenda, para fomentar um mercado secundário de financiamentos, aumentando a liquidez para novos empréstimos.

O cenário geral: Com juros altos e um mercado ainda pouco competitivo, a combinação dessas medidas busca criar um ambiente mais atrativo para o crédito imobiliário e, potencialmente, reduzir os custos para quem busca financiamento.

COMPARTILHE A NOTÍCIA

PUBLICIDADE

Confira Também

Em meio à batalha judicial, Eneva e Diamante iniciam investimento de R$ 6 bi em energia e infraestrutura no Pecém

O Ceará em meio ao confronto bilionário entre o Rei dos Ventos e o Rei do Gás

Atlasintel reage à decisão do TSE

A palavra “traidor” muda de lado na disputa política cearense

Cid admite disputar Senado e movimenta xadrez político de 2026 no Ceará

Mais um dia sem homicídio no Ceará: os efeitos políticos e eleitorais do fato

AtlasIntel: áudio de Vorcaro derruba Flávio e Lula dispara na corrida eleitoral

Vídeo: As marcas dos tiros no peito de Cid Gomes e o ruidoso silêncio de uma ruptura

Entre o discurso do colapso e alianças instáveis, Ciro tenta reconstruir seu poder no Ceará

Vídeo de Alcides liga Ciro ao núcleo de Flávio logo após caso Vorcaro

Relação de Flávio com Vorcaro faz Michelle entrar no radar presidencial

Alece vai batizar rodovia do Cumbuco com nome de Lúcio Brasileiro

MAIS LIDAS DO DIA

“Liderança Adaptativa” será lançado hoje em Fortaleza com a presença do coautor Yunare Targino

Política: A arte de engolir sapos e ainda ter de expeli-los vivo. Por Aldairton Carvalho

CCJ da Câmara aprova PEC que reduz maioridade penal de 18 para 16 anos

Fortaleza registra 935 mil passageiros e tem 3º aeroporto mais movimentado do Nordeste em 2026

A primeira ferramenta capaz de ser cúmplice; Por Raimundo Nogueira da Costa Filho

Construção civil emprega mais de 2,5 milhões de pessoas e movimenta R$ 522,5 bilhões no Brasil em 2024

CCJ do Senado aprova PEC que amplia autonomia financeira do Banco Central

Setor de serviços cresce 1,2% em abril e registra primeira alta em seis meses, diz IBGE

Economista-chefe do BNB alerta empresários para impactos da geopolítica nos negócios