Cargo vago há mais de 6 meses, coordenadoria de vacinações pode receber indicação

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Vacina. Foto: Freepik

Equipe Focus
focus@focuspoder.com.br

O Ministério da Saúde deu indícios nesta sexta-feira, 14, da intenção de preencher uma lacuna que persistia há mais de seis meses em um dos principais cargos da estrutura ministerial: a coordenadoria do Programa Nacional de Imunização (PNI), responsável por gerir as ações de vacinação em todo o País. Após meses de indefinição do novo gestor, a farmacêutica-bioquímica Samara Furtado Carneiro foi indicada para ocupar a vaga.

Para assumir o posto, Carneiro deixará a diretoria de assistência farmacêutica do governo do Distrito Federal, na gestão do governador Ibaneis Rocha (MDB), e deve assumir a coordenação do Programa Nacional de Imunização.

Sua antecessora na coordenação do PNI, a enfermeira Franciele Fontana Sutile Fantinato, pediu demissão em julho do ano passado Em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado, na época, ela disse que pediu para sair por causa da “politização” envolvendo o tema da vacinação no País. Desde então, a coordenação desta área estratégica para a realização de campanhas de imunização estava sem chefia, inclusive durante períodos críticos da pandemia e da distribuição de vacinas.

A antiga coordenadora do PNI chegou a ter seu nome incluído como investigada pela CPI da Covid e teve seu sigilo telefônico e telemático quebrado.

A nomeação de Samara ocorre no momento em que o País dá início à vacinação de crianças contra a covid-19 e tenta avançar na aplicação da dose de reforço para adultos e idosos. O presidente Jair Bolsonaro segue questionando a eficácia e a segurança das doses, o que não encontra respaldo em evidências científicas e na experiência internacional.

Com a criação da Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19 pelo governo federal, em maio de 2021, a coordenação das ações Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra covid passaram a ficar sob a alçada da pasta, em vez do PNI. Mas, outras campanhas, como a da gripe, que teve baixa adesão no ano passado, continuaram a ser realizadas pela coordenação do programa.

Carneiro assumirá o PNI em meio ao surto de influenza e da necessidade de expandir a cobertura vacinal contra a gripe. Como coordenadora do programa, ela será responsável por decidir grupos prioritários de vacinação e assinar notas técnicas sobre a compra de vacinas.

Ela terá ainda o desafio de retomar o ritmo de aplicação de vacina nos mais jovens para outras doenças. A cobertura de vacinação contra infecções como tuberculose e sarampo, que já vinha em queda, despencou ainda mais durante a pandemia. As taxas voltaram aos níveis da década de 1980 e especialistas alertam para o risco de ressurgimento de doenças graves.

Agência Estado

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