
O açude Castanhão já acumula 1m38cm de chuva em 2026, superando todo o acumulado de 2025 (1m16cm) mesmo com apenas (menos) de dois meses da quadra chuvosa, que termina em maio. O dado reforça a perspectiva inesperada de um inverno mais consistente no Ceará e aumenta a possibilidade de repetir um desempenho semelhante ao de 2024, quando o acumulado chegou a 5m18cm. No entanto, o açude ainda está longe de ganhar volume de sefgurança, pois está com somente 22,18% de sua capacidade. Localizado no município de Jaguaribara, o Castanhão é o maior reservatório do Brasil, com capacidade para 6,7 bilhões de metros cúbicos de água, e funciona como o principal pilar da segurança hídrica cearense.
Sistema hídrico favorece o Castanhão
Um fator adicional anima as projeções. O Açude Orós, segundo maior reservatório do estado e localizado na mesma bacia hidrográfica, está hoje com 78,71% da capacidade. No mesmo período de 2025, o reservatório estava com 63,97%. Faltam apenas 1m02cm para o Orós sangrar. O ritmo recente reforça essa possibilidade: entre domingo e segunda-feira o nível subiu bons 11 centímetros. Mantida essa média de recarga, o reservatório pode atingir a capacidade máxima ao longo da quadra chuvosa. Caso isso ocorra, o transbordamento do Orós beneficia diretamente o Castanhão, já que as águas seguem pelo rio Jaguaribe, reforçando a recarga do maior reservatório do Ceará.
Estrutura estratégica do Ceará
O Castanhão cumpre funções estruturais para o estado:
•Abastecimento da Região Metropolitana de Fortaleza, via Eixão das Águas
•Controle de cheias do rio Jaguaribe
•Irrigação agrícola no Vale do Jaguaribe
•Piscicultura em larga escala, sobretudo tilápia
•Reserva estratégica para períodos de seca
Inaugurado em 2003, o reservatório atingiu sua capacidade máxima apenas duas vezes, em 2004 e 2009, o qu demonstra o desafio que é enchero gigante reservatório.
Termômetro do inverno
Em um estado historicamente marcado por ciclos de estiagem, cada metro de chuva acumulado no Castanhão tem peso estratégico. Com o inverno ainda em andamento e com reservatórios importantes se aproximando da sangria, o cenário hídrico de 2026 começa a desenhar um quadro mais favorável que o de 2025, com impacto direto no abastecimento e na segurança hídrica do Ceará.
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