
Equipe Focus
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O Dia dos Pais deste ano deverá registrar um volume de vendas de R$ 6,03 bilhões, maior faturamento desde 2018, com alta de 13,9% em comparação à mesma data, no ano passado. Segundo Fabio Bentes, economista sênior da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o Dia dos Pais de 2020 foi o pior em 13 anos. A data comemorativa é a quarta mais importante para o comércio varejista brasileiro.
No Dia dos Pais do ano passado, quando o varejo estava no início do processo de flexibilização do comércio, as vendas caíram 11,3%, no menor volume financeiro (R$ 5,30 bilhões) desde 2007 (R$ 4,98 bilhões).
“Nesse quesito, os pais deram mais sorte que as mães neste momento, pegando a economia um pouco mais favorável, embora a questão do preço e do crédito mais caro sejam uma certa âncora para um crescimento um pouco menor do que poderia ser se a inflação não estivesse alta. A recuperação seria bem mais rápida”, disse Bentes, em entrevista à Agência Brasil.
Cesta de bens e serviços
A cesta de bens e serviços para o Dia dos Pais sinaliza crescimento de 7,8% em relação à do ano passado, maior variação desde 2016, quando subiu 8,6%. Dos 13 itens analisados, apenas dois estão, em média, mais baratos do que há um ano: livros (1,7%) e aparelhos de som (1,3%). Os maiores aumentos são observados em televisores (22,3%), bebidas alcoólicas (11,8%) e perfumes (10,5%).
No setor de vestuário, que ainda passa por dificuldades, a tendência é de aquecimento nas vendas. “O setor não está tendo espaço para reajustar preços”, disse Bentes. A projeção é que as lojas que vendem roupas faturem em torno de R$ 2,43 bilhões, ou o equivalente a 40,2% do total estimado para este ano, seguindo-se os ramos de utilidades domésticas e eletroeletrônicos (R$ 1,24 bilhão) e produtos de perfumaria e cosméticos (R$ 0,86 bilhão).







