
A Dinamarca foi apontada como o país menos corrupto do mundo no Índice de Percepção da Corrupção (IPC) 2025, divulgado nesta terça-feira (10) pela Transparência Internacional. O país lidera o ranking com 89 pontos, em uma escala que vai de 0 a 100 — quanto maior a pontuação, menor a percepção de corrupção no setor público.
Na outra ponta, Somália e Sudão do Sul aparecem como os piores colocados do planeta, ambos com apenas 9 pontos, ocupando o fundo da lista entre 182 países avaliados.
Brasil repete pior desempenho histórico
O relatório mostra que o Brasil manteve sua pior posição histórica, com 35 pontos, ocupando o 107º lugar no ranking global. O resultado confirma um cenário de estagnação, com desempenho abaixo da média global (42 pontos) e também inferior à média regional.
O país aparece próximo de nações como Sri Lanka, Argentina e Ucrânia, segundo o levantamento, o que reforça o diagnóstico de que o Brasil continua distante dos padrões observados nas democracias mais bem avaliadas.
Top 10: quem lidera o ranking
Além da Dinamarca, o topo do ranking é dominado por países europeus e asiáticos com forte tradição institucional.
Os 10 melhores colocados foram:
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Dinamarca (89)
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Finlândia (88)
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Singapura (84)
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Nova Zelândia (81)
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Noruega (81)
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Suécia (80)
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Suíça (80)
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Luxemburgo (78)
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Holanda (78)
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Alemanha (77)
Os 10 piores do mundo
No fim da tabela, predominam países marcados por crises políticas, conflitos armados e colapso institucional.
Os 10 últimos colocados:
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Coreia do Norte (15)
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Síria (15)
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Nicarágua (14)
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Sudão (14)
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Eritreia (13)
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Líbia (13)
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Iêmen (13)
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Venezuela (10)
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Somália (9)
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Sudão do Sul (9)
Democracias também pioram
Um dos pontos destacados no relatório é a piora na percepção de corrupção até mesmo em países democráticos. Os Estados Unidos aparecem com 64 pontos, enquanto o Reino Unido tem 70 e a França 66. O estudo aponta que o fenômeno não está restrito a regimes autoritários e reflete fragilidades crescentes nas instituições públicas.
CGU contesta metodologia
Em nota, a Controladoria-Geral da União (CGU) criticou o uso do IPC como medida direta de corrupção. O órgão afirmou que o índice mede “percepções” de determinados grupos e que oscilações podem ocorrer sem relação direta com políticas públicas ou ações do Estado.
Pressão por transparência
Mesmo com ressalvas, a Transparência Internacional sustenta que o resultado evidencia a necessidade de reforço nos mecanismos de controle, ampliação de transparência e fortalecimento institucional para interromper o ciclo de queda observado no Brasil na última década.
O recado do relatório é direto: enquanto países no topo consolidam governança e credibilidade, o Brasil permanece preso a um cenário de baixa confiança e pouca evolução estrutural no combate à corrupção.





