ESG: Novos desafios para problemas antigos. Por Eveline Correia

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Eveline Correia, advogada especialista em ESG. Foto: Divulgação

Atualmente, as empresas estão na onda da sustentabilidade corporativa, tentando adaptar seus desempenhos às práticas ESG, que em português tem a tradução de: Ambiental, Social e Governança. O que ocorre na verdade são ações empresariais e financeiras voltadas aos critérios de sustentabilidade, adequação ao social, à diversidade e inclusão, bem como aos princípios de governança e a consequente transformação em ativo financeiro tangível.

Muito embora o conceito de ESG tenha sido lançado em 2005 por meio de recomendações da Organização das Nações Unidas – ONU, em um relatório que contempla a inclusão dos critérios ambientais, sociais e de governança nos relatórios financeiros das grandes organizações, desde muito antes esta mesma organização já reunia estados e gestores de todo o planeta com a finalidade de sensibilizar a sociedade para dados alarmantes, tais como: mudanças climáticas, aquecimento global, desigualdade social e demais assuntos que envolvem o nosso coletivo e o futuro do planeta.

A partir de alguns gatilhos históricos objetivos e subjetivos a perspectiva sobre a temática está mudando. Como marco objetivo, podemos citar a carta de Larry Fink (CEO da BlackRock, uma das maiores financeiras do mundo) em 2020, onde ele enfatizava a necessidade das empresas em aderir aos critérios de responsabilidade corporativa, que incluísse os pilares do ESG. Na seara subjetiva está o mercado com consumidores atentos aos negócios éticos e sustentáveis, sobretudo daqueles que cuidam das pessoas que trabalham na organização e da comunidade do entorno.

Felizmente, estamos presenciando uma mudança de paradigma atual para problemas antigos, e alguns deles sem solução a longo prazo, tal como o consumo de energia não renovável, o desmatamento, dentre outros. Neste sentido as organizações sejam elas públicas ou privados estão à procura de organizações sociais e fazendo parcerias de impacto positivo para a sociedade. A exemplo disso temos grandes empresas multinacionais se juntando a pequenos produtores rurais, agricultores familiares, cooperativas de reciclagem, organizações não governamentais que promovem a cultura e diversidade fazendo parcerias que tragam visibilidade social a empresa e consequentemente lucro.

Que o acrônimo ESG esteja palpitando na mesa dos executivos e das instituições financeiras de forma responsável é nosso sonho, parafraseando Martin Luther King, ativista político e exemplo de luta: I have a dream !

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