Especial: Estudo conclui que Caatinga pode criar 465,8 mil empregos e produzir 7,4 milhões/toneladas de alimentos

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Um quadro com o resumo das conclusões do estudo intitulado: “Os bons frutos da recuperação de florestas: do investimento aos benefícios”.

O que aconteceu:
A Comissão de Meio Ambiente do Senado aprovou, na quarta-feira, 11, o PL 1990/2024, que institui uma Política Nacional para a Recuperação da Vegetação da Caatinga. O projeto, de autoria da senadora Janaína Farias (PT-CE), visa restaurar o único bioma exclusivamente brasileiro, articulando governos, ONGs e comunidades locais em ações de preservação e desenvolvimento sustentável.


Por que importa:
A Caatinga é vital para a biodiversidade e a economia do Brasil, mas sofre com a desertificação e o abandono histórico. Estudo do Instituto Escolhas, intitulado Os bons frutos da recuperação de florestas: do investimento aos benefícios, mostra que uma política de restauração e cuidados com o semi-árido, o solo que devastou gerações vitimas das secas, transforma-se um problema em solução social e econômica. O estudo aponta os imensos benefícios:

  • R$ 29,7 bilhões em receita líquida para cada 1 milhão de hectares restaurados.
  • R$ 15 bilhões em investimentos iniciais, com retorno dobrado.
  • 465,8 mil empregos na região Nordeste.
  • 702 milhões de toneladas de carbono removidas da atmosfera.
  • Produção de 7,4 milhões de toneladas de alimentos , como frutas, verduras e hortaliças.

Segundo Sergio Leitão, diretor do Instituto Escolhas:
“Restaurar a Caatinga é mais que uma solução ambiental; é uma estratégia de renda e adaptação às mudanças climáticas.”


A base do Projeto de Lei:
A senadora cearense estruturou o PL 1990 com base nos dados do Instituto Escolhas. O projeto propõe:

  • Frentes de Trabalho para recuperar áreas desmatadas, com participação das comunidades locais.
  • Capacitação de trabalhadores, gerando desenvolvimento econômico regional.
  • Articulação entre União, estados, municípios e ONGs para ações integradas.

Janaína Farias declarou:
“Este projeto é uma preservação ambiental e geração de oportunidades, garantindo um futuro sustentável para a Caatinga e para o Nordeste.”


O que é a Caatinga:
A Caatinga cobre 11% do território nacional, incluindo paraticamente todo o território do Ceará, e é o único bioma exclusivamente brasileiro.

  • Biodiversidade única: 30% das plantas e centenas de espécies de animais, como o tatu-bola e o tamanduá-mirim, só existem nesse bioma.
  • Riscos: 47 espécies estão ameaçadas de extinção, enquanto a desertificação avança rapidamente.

A proposta de recuperação ambiental no estudo também pode estimular:

  • Segurança hídrica.
  • Preservação de fontes de água e nascentes.
  • Criação de um sistema alimentar sustentável e adaptado ao semiárido.

Impacto local e nacional:
O estudo do Instituto Escolhas detalha como a restauração produtiva da Caatinga pode se transformar em um modelo de sustentabilidade:

  • Geração de emprego e renda para populações vulneráveis.
  • Mitigação de emissões de carbono e adaptação climática.
  • Fomento à economia regional por meio da produção agrícola sustentável.

Sergio Leitão enfatiza:
“Em tempos de emergência climática, restaurar a Caatinga pode ser o fator decisivo para a sobrevivência do bioma mais brasileiro.”


O que vem a seguir:
O PL agora segue para a Câmara dos Deputados. Se aprovado, marca um divisor de águas para a preservação da Caatinga, unindo progresso ambiental e desenvolvimento econômico no Nordeste.

Por trás do projeto:
A força do estudo do Instituto Escolhas, aliada à correta articulação política de Janaína Farias, eleitya prefeita de Crateús, projeta a Caatinga como protagonista no debate nacional sobre sustentabilidade. Estima-se que esse modelo pode servir de referência para políticas públicas em outros biomas ameaçados.

Saiba mais acessando os dados aqui. Você também pode ler o estudo completo aqui.

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