FGV: Confiança do Comércio cai 4,4 pontos em janeiro ante dezembro, a 82,8 pontos

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Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil.

Equipe Focus
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O Índice de Confiança do Comércio (Icom) caiu 4,4 pontos em janeiro ante dezembro de 2022, registrando em 82,8 pontos, informou nesta segunda-feira, 30, a Fundação Getulio Vargas (FGV). A queda levou o indicador ao menor nível desde março de 2021, quando atingiu 72,5 pontos, no auge da segunda e mais letal onda da pandemia de covid-19. Em médias móveis trimestrais, o Icom caiu 5,1 pontos, a terceira queda seguida.

Segundo a FGV, embora o Icom tenha ficado estável em dezembro ante novembro, desde que começou a cair, em outubro, o indicador acumulou tombo de 19 pontos.

Em janeiro, o resultado negativo do Icom “foi influenciado pela piora mais forte das avaliações sobre o presente, mantendo o padrão que já se observava no final de 2022, sugerindo redução da demanda e consequente desaceleração do setor”. “As expectativas para esse novo ano não são animadoras, dado que o momento de juros e inflação ainda em patamar alto, e consumidores com poder de compra reprimido não permitem vislumbrar uma recuperação no curto prazo”, diz a nota da FGV.

A queda no Icom de janeiro foi verificada em cinco dos seis segmentos do comércio pesquisados na Sondagem do Comércio. Já os componentes do Icom tiveram comportamento divergente.

O Índice da Situação Atual (ISA-COM) recuou 8,8 pontos, ficando em 79,9 pontos, menor nível desde fevereiro de 2022, quando ficou em 78,1 pontos. Já o Índice de Expectativas (IE-COM) teve ligeira alta de 0,4 ponto, atingindo 86,5 pontos.

“O Índice de Confiança do Comércio vem registrando resultados pouco favoráveis nos últimos meses”, diz a nota da FGV. “Nos últimos meses, as quedas têm sido muito mais influenciadas pelos indicadores de presente, cuja tendência de queda vem desde agosto de 2022. Nesse período o indicador de Volume de Demanda Atual acumulou queda de 20,3 pontos, enquanto o de Situação Atual dos Negócios registrou 19,4 pontos de perdas no período. Apesar desse sinal expressivo de desaceleração, os indicadores sobre o futuro, que já vinham em patamar baixo, acumularam perdas de no máximo 3 pontos no período. Agora os indicadores se aproximam em níveis baixos”, continua o texto.

A Sondagem do Comércio de novembro coletou informações de 751 empresas entre os dias 2 e 27 deste mês.

 

Agência Estado

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