
O fato: O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou um cenário preocupante para as contas públicas do Brasil durante o governo Lula 3, projetando um aumento significativo da dívida pública em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). Segundo o FMI, a dívida bruta brasileira deve saltar de 83,9% do PIB em 2022, último ano da gestão Bolsonaro, para 94,7% em 2026. A estimativa foi apresentada no relatório Monitor Fiscal, divulgado durante as reuniões anuais do organismo em Washington.
Impacto fiscal: O FMI alerta para uma deterioração gradual das finanças públicas brasileiras, com a dívida pública atingindo 87,6% do PIB até o final de 2024, um resultado pior que as projeções anteriores. O Brasil também deve permanecer atrás de outros países emergentes em termos fiscais, com uma dívida média superior à de seus pares, como China, Egito e Ucrânia.
Metas fiscais: Além da elevação da dívida, o FMI também fez previsões pessimistas sobre o cumprimento das metas fiscais do governo. O organismo acredita que o Brasil só conseguirá um superávit primário a partir de 2027. Para os próximos anos, o déficit deve continuar: 0,5% do PIB em 2024 e 0,7% em 2025. No último ano do governo Lula, o país ainda deve registrar um déficit de 0,6%.
Outros detalhes: O cenário traçado pelo FMI ocorre em meio à expectativa de um pacote de corte de gastos que será anunciado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, após seu retorno de Washington. Questionado sobre as medidas que podem ser adotadas, Haddad evitou dar detalhes, ressaltando que as discussões internas ainda estão em andamento.






