Focus Colloquium: a campanha de Fortaleza e a nova dinâmica das eleições de 2024

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O Focus Colloquium Eleições 2024 fez o “esquenta” para a nova fase do programa que começa com o início do horário eleitoral gratuito. Ancorando a conversa, o editor do Focus Poder, Fábio Campos, e o cientista político, Emanuel Freitas.

Contexto rápido: Com o início da propaganda eleitoral em rádio e TV, espera-se uma nova dinâmica na corrida pela Prefeitura de Fortaleza. Os candidatos vão buscar usar da melhor forma seus minutos (ou segundos) de exposição nas mídias tradicionais, mas, aparentemente, o palco principal da batalha migrou para as redes digitais.

Porém, não duvidem, o peso da TV e do rádio permanece significativo e tende a ser decisivo para concretizar a configuração final da disputa, que deve ter um segundo turno.

O ponto principal: Enquanto Evandro Leitão (PT) lidera com folga em tempo de TV e rádio graças às alianças estratégicas, André Fernandes (PL) desponta nas redes sociais com o maior número de seguidores e compartilhamentos orgânicos, sem, até aqui, gastar com impulsionamento. Já o prefeito, José Sarto (PDT), com pouco tem o horário gratuito, investe pesado em mídias digitais na busca de se conectar com um eleitor também conectado. Para isso, força sua linguagem e conteúdo, mesmo que se trate de um personagem da política do final da década de 1980.

Por que isso importa:

Transformação da campanha: Emanuel Freitas e Fábio Campos, no Focus Colloquium, destacam que a campanha de 2024 é marcada pela predominância das redes sociais sobre as mídias tradicionais, alterando a “gramática política”. Os candidatos agora produzem conteúdo que visa viralizar, priorizando vídeos curtos e memes.
Performance inovadora? Sarto adotou uma abordagem forçadamente descontraída e marcada pela “zoeira”, saindo do formato tradicional do estúdio de TV. Na TV, o prefeito agora tenta reproduzir o dinamismo e o formato típico das redes sociais.
Política como entretenimento: André Fernandes é um exemplo de sucesso na esfera digital sem a necessidade de investir em impulsionamento financeiro. É esperar se terá o mesmo resultado nos “velhos” meios que tem na redes. Repetirá aqui o fenômeno de Pablo Marçal em São Paulo?

O que observar a seguir:

O impacto das redes sociais versus (ou complementares) as mídias tradicionais nas estratégias de campanha e nos resultados eleitorais.
A capacidade dos candidatos de se adaptar às novas dinâmicas digitais e conectar-se com eleitores de diferentes perfis.

Conclusão: A campanha pela Prefeitura de Fortaleza em 2024 reflete uma mudança significativa no comportamento da disputa eleitoral, com candidatos que buscam adotar estratégias que contemplem as necessidades dos meios digitais e das antigas plataformas de comunicação.

O fato é que a relevância das mídias tradicionais persiste, mas o futuro das campanhas políticas parece cada vez mais vinculado ao mundo das redes sociais.

O melhor está no vídeo. Assista e comente

 

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