Fortescue na vanguarda da revolução global. Por Luis Viga

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Luis Viga, country manager da Fortescue no Brasil, em artigo exclusivo ao Focus, detalha plano de operação da empresa. Foto: Divulgação

Nos últimos anos, a questão da sustentabilidade tornou-se uma pauta urgente e essencial no cenário global. A busca por soluções que garantam a continuidade dos recursos naturais e a redução de impactos ambientais se faz presente em diversas esferas, principalmente no setor energético. Neste contexto, a Fortescue emerge como uma companhia líder ousada, demonstrando não apenas capacidade de fazer uma revolução energética verde, mas também com um firme compromisso com a sustentabilidade e a descarbonização de setores difíceis de descarbonizar. O Projeto Pecém, em particular, destaca-se como um marco notável nesta jornada.

Localizado no Complexo Industrial e Portuário do Pecém, no Ceará, esse projeto envolve a construção de uma das maiores plantas de hidrogênio verde do mundo. Com um investimento previsto de US$ 5 bilhões, a planta visa produzir 837 toneladas por dia de hidrogênio verde através da eletrólise da água, utilizando impressionantes 2,1 GW de eletricidade proveniente de fontes renováveis. Este projeto não só reforça o papel do Brasil no mapa da energia limpa, como também estabelece novos padrões de produção sustentável em larga escala. A escolha do hidrogênio verde como vetor energético é particularmente relevante, dada sua capacidade de armazenamento e transporte de energia sem emissões de carbono.

Mais do que um projeto isolado, o investimento da Fortescue no Pecém é parte de uma estratégia global mais ampla. A empresa está profundamente engajada em um portfólio diversificado que inclui projetos de energia solar fotovoltaica na Austrália, além de hidrogênio verde na Noruega, e de hidrogênio, fertilizante e amônia verdes no Marrocos. Além disso, a empresa inaugurou recentemente na Austrália sua fábrica de eletrolisadores – equipamento utilizado para separar as moléculas da água e obter o hidrogênio verde.

Estes investimentos são complementados por iniciativas em eficiência energética e a adoção de transportes livres de carbono, como o navio movido a amônia verde Green Pioneer, e veículos elétricos para transporte de minério, reforçando o compromisso da Fortescue com a neutralidade de carbono até 2030 em suas operações de minério de ferro na Austrália. Este conjunto de ações reflete uma visão de futuro onde a sustentabilidade não é apenas uma obrigação ética, mas uma estratégia integrada que alia inovação tecnológica, viabilidade econômica e responsabilidade socioambiental a ações concretas no presente. Ao liderar pelo exemplo, a Fortescue não só se posiciona na vanguarda da revolução energética, como também desafia outras corporações globais a repensar e reestruturar suas próprias práticas em prol de um presente e futuro mais limpos e sustentáveis.

O Brasil já está sendo testemunha do trabalho da Fortescue em energia renovável e tecnologias limpas e também da sua liderança e compromisso com um mundo de baixo carbono. Por meio de projetos ambiciosos e investimentos significativos, a empresa não apenas vislumbra uma nova realidade energética, mas também contribui de forma concreta para a sua realização. Seu exemplo merece aclamação e, certamente, já inspira muitas instituições e empresas a seguir um caminho similar rumo à sustentabilidade.

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