
O que aconteceu: O Brasil, que possui 12% da água doce do mundo, enfrenta secas em seu território desde julho de 2014, segundo o Monitor de Secas, coordenado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). Para discutir os resultados e o futuro dessa iniciativa, a ANA e a Secretaria dos Recursos Hídricos do Ceará realizaram um evento nos dias 21 e 22 de agosto, com especialistas nacionais e internacionais.
A importância: A gestão hídrica é crítica para o Brasil, especialmente diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas. O Monitor de Secas ajuda a medir a severidade das secas no país e a orientar políticas públicas, sendo essencial para a alocação de recursos e a mitigação dos impactos das secas.
O que foi dito:
- Veronica Sánchez da Cruz Rios, diretora-presidente da ANA, destacou a importância do Monitor ao integrar visões locais com uma metodologia nacional, permitindo decisões mais assertivas para enfrentar as mudanças climáticas.
- Ramon Rodrigues, Secretário dos Recursos Hídricos do Ceará, elogiou a parceria histórica do estado com a ANA e os benefícios para a gestão hídrica local.
- Eduardo Martins, presidente da FUNCEME, falou sobre a resiliência e a colaboração do projeto, e vislumbrou uma expansão da ferramenta para a América do Sul.
Por que importa: O Monitor de Secas é uma ferramenta vital para o planejamento de ações contra a seca no Brasil. Ele não apenas auxilia o governo federal e os estados na tomada de decisões, mas também tem o potencial de ser expandido para outros países sul-americanos, ampliando sua relevância global.
Contexto: A metodologia do Monitor de Secas é baseada em modelos dos Estados Unidos e México, e inclui uma rede de 60 instituições que colaboram na criação de um mapa mensal do fenômeno. O Monitor está disponível online e por meio de aplicativos, permitindo acesso fácil às informações mais recentes sobre a situação das secas no Brasil.







