
Por que importa:
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), reavalia sua estratégia eleitoral para 2026 diante da resistência interna do partido à indicação do secretário da Casa Civil, Nicola Miccione, como seu sucessor em um eventual mandato-tampão no Executivo estadual. O impasse pode levá-lo a desistir da corrida ao Senado e concluir o mandato no Palácio Guanabara.
O que está em jogo:
-
Castro planejava deixar o governo em abril para disputar uma vaga ao Senado.
-
A saída abriria uma vacância temporária no comando do Executivo estadual.
-
O governador defende que Nicola Miccione assuma esse período como sucessor.
-
O PL, porém, resiste à ideia, gerando uma disputa interna que trava a decisão.
Quem é Nicola Miccione:
-
De perfil técnico e discreto, Miccione é hoje um dos principais operadores do governo Castro.
-
Embora nascido no Amapá, construiu vínculos profundos com o Ceará, onde se formou politicamente e profissionalmente.
-
Ainda jovem, mudou-se para Fortaleza, graduando-se em Direito pela Universidade Federal do Ceará (UFC).
-
Atuou como diretor jurídico do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), cargo que lhe conferiu projeção nacional e experiência em temas regulatórios e institucionais. Ano ´passado, recebeu título de Cidadão Cearense na Alece.
-
No Rio, ganhou centralidade ao assumir a Casa Civil, tornando-se peça-chave na articulação administrativa e política do governo.
Os bastidores:
-
Castro tem procurado lideranças partidárias para defender Miccione como nome de continuidade e confiança.
-
Dentro do PL, há receio de que a escolha reduza margem de manobra do partido no processo sucessório.
-
A falta de consenso pressiona o governador a recalcular seus próximos passos.
O cenário:
-
Caso Miccione não seja viabilizado, Castro avalia permanecer no cargo até o fim do mandato.
-
A eventual desistência da candidatura ao Senado mudaria o tabuleiro político fluminense e impactaria alianças nacionais.
-
A disputa expõe a tensão entre projeto pessoal, controle partidário e governabilidade.
Vá mais fundo:
A movimentação de Cláudio Castro revela um dilema clássico de fim de governo: abrir mão do cargo para buscar projeção nacional ou preservar influência direta sobre a sucessão. Nicola Miccione, com trajetória técnica e capital institucional construído fora do eixo tradicional da política fluminense, tornou-se o ponto de fricção dessa escolha. O desfecho dirá se o governador priorizará o Senado — ou o controle do legado.






