
O fato: A taxa de trabalhadores informais no Brasil ficou em 37,5% no trimestre móvel encerrado entre novembro de 2025 e janeiro de 2026, o equivalente a 38,5 milhões de pessoas. O índice é o menor desde 2020, segundo dados da Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Comparação: No trimestre anterior, a informalidade era de 37,8%. No mesmo período de 2024, o percentual chegou a 38,4%, indicando queda gradual do indicador.
Motivos: De acordo com a coordenadora da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), Adriana Beringuy, a redução ocorre desde 2022 e se intensificou a partir de 2023. Entre os fatores estão a diminuição de trabalhadores sem carteira assinada no setor privado e o aumento de profissionais por conta própria com registro no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ).
Renda: O rendimento real habitual de todos os trabalhos atingiu R$ 3.652, o maior da série histórica. O valor representa alta de 2,8% em relação ao trimestre anterior e crescimento de 5,4% na comparação anual.
Emprego formal: O número de trabalhadores do setor privado com carteira assinada chegou a 39,4 milhões, estável no trimestre, mas com crescimento de 2,1% no comparativo anual.
Outros dados:
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Trabalhadores sem carteira assinada: 13,4 milhões
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Trabalhadores por conta própria: 26,2 milhões
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Trabalhadores domésticos: 5,5 milhões
Pesquisa: A PNAD Contínua monitora o mercado de trabalho brasileiro e entrevista cerca de 211 mil domicílios em 3.500 municípios, com coleta realizada por entrevistadores do IBGE em todo o país.






