Investimento público do Ceará cresce 160,48% de janeiro a agosto e atingem R$ 2,13 bilhões em 2024

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Por que importa: O Governo do Ceará registrou crescimento expressivo nos investimentos no quarto bimestre de 2024, impulsionando a economia local. Ao mesmo tempo, o desempenho fiscal demonstra sinais de sustentabilidade, apesar dos desafios com arrecadação tributária.

Os números principais:

  • Investimentos no 4º bimestre:
    • R$ 848,43 milhões em 2024 , um aumento de 76,40% em relação a 2023 (R$ 480,98 milhões).
    • Comparado a 2019 (R$ 279,56 milhões), o crescimento chega a impressionantes 203,48% .
  • Investimentos acumulados (janeiro a agosto):
    • R$ 2,13 bilhões em 2024 , um aumento de 72,40% frente a 2023 (R$ 1,23 bilhão).
    • Em relação a 2019 (R$ 819 milhões), o crescimento é de 160,48% .

Receitas em alta:

  • As receitas correntes , que representam mais de 93% do total orçamentário, cresceram:
    • 56,3% entre 2019 e 2024.
    • 18,96% entre 2023 e 2024.
  • Destaque para as transferências correntes , que subiram:
    • 102,3% entre 2019 e 2024.
    • 18,8% entre 2023 e 2024.

Receitas tributárias de desaceleração:

  • Crescimento de 20,7% entre 2019 e 2024.
  • Incremento de apenas 20,99% entre 2023 e 2024, impactado pela Lei Complementar 194/2022, que exclui alíquotas de ICMS em produtos essenciais, como energia e combustíveis.

O que mudou na composição das receitas:

  • A participação de impostos e taxas no total das receitas caiu de 57,0% em 2019 para 46,1% em 2024 , evidenciando maior dependência de transferências federais.

Despesas controladas:

  • As despesas de pessoal cresceram 4,5% entre 2023 e 2024, abaixo do aumento das despesas correntes.
  • O controle dessas despesas para o superávit orçamentário no acumulado de 2024, apesar do déficit no quarto bimestre.

O contexto mais amplo:

  • Impactos da Lei Complementar 194/2022: A redução de alíquotas de ICMS impactou benefícios na arrecadação estadual, mas foi compensada pelo aumento das transferências correntes.
  • Sustentabilidade fiscal: Segundo o analista Paulo Araújo Pontes, o Estado apresenta sustentabilidade orçamentária, mesmo com desafios sem equilíbrio entre receitas próprias e transferências.

O que vem a seguir:

  • Oportunidades: O aumento dos investimentos públicos pode estimular o crescimento econômico, melhorar a infraestrutura e gerar recursos.
  • Desafios: O Estado monitorará a dependência de transferências federais e avaliará a recuperação da arrecadação tributária, especialmente do ICMS.

Conclusão: O desempenho fiscal do Ceará no quarto bimestre de 2024 combina crescimento robusto em investimentos e receitas com sinais de sustentabilidade, apesar de desafios nas receitas tributárias. O relatório reforça a capacidade do Estado de manter a saúde financeira enquanto investe no futuro.

Para mais informações, acesse o relatório completo no Enfoque Econômico Nº 286, publicado pelo IPECE.

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