O que houve
Levantamento da AtlasIntel em parceria com a Bloomberg mostra que Lula amarga saldo negativo de aprovação, mas ainda está melhor que seus colegas da Argentina, Chile e Colômbia. A exceção é a presidente do México, Claudia Sheinbaum, que mantém aprovação alta e estável.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva acumula queda de 9 pontos em sua avaliação líquida, segundo o relatório LATAM Pulse de março. Ainda assim, sua posição é menos desfavorável que a de colegas como Gabriel Boric (Chile, -20pp), Javier Milei (Argentina, -2pp) e Gustavo Petro (Colômbia, -24pp), o mais impopular entre os cinco líderes monitorados. A única chefe de Estado que escapa do desgaste é Claudia Sheinbaum, no México, que se mantém com 62% de aprovação.
Por que importa
O LATAM Pulse acompanha mensalmente os cenários político, social e econômico de cinco países-chave da região — Brasil, Argentina, Colômbia, Chile e México — e serve como termômetro da popularidade e da percepção pública dos governos.
Vá mais fundo
- Desgaste presidencial:
Lula recuou 9 pontos percentuais em avaliação líquida entre fevereiro e março. Ainda assim, está melhor que Boric (Chile, -20pp), Milei (Argentina, -2pp) e Petro (Colômbia, -24pp).
Sheinbaum (México) segue como exceção, com 62% de aprovação e apenas 34% de rejeição. - Confiança e inflação:
O Brasil viu leve melhora na confiança do consumidor, mas 87% dizem que a renda não acompanha a alta de preços. A inflação é vista como “grande preocupação” por ampla maioria nos cinco países — 91% na Argentina, 87% no Brasil.
No Brasil, 96% citam o aumento dos alimentos entre os maiores vilões. - Culpados e desconfiança:
A maioria dos brasileiros responsabiliza a política econômica pela inflação.
63% acham que o governo faz pouco para contê-la.
Instituições como Banco Central, Congresso e grandes empresas são alvo de ceticismo generalizado na Argentina — cenário que se repete, em menor grau, nos outros países. - Resposta ao cenário global:
Brasileiros demonstram menos preocupação com eventuais tarifas dos EUA sob uma nova gestão Trump (só 45% veem impacto alto).
Ainda assim, 50% são favoráveis a retaliar, seja com novas tarifas ou se aproximando de países como China e Rússia.
Eleições no radar
- Brasil 2026:
- Lula lidera em cenário de 1º turno com 41,7%, seguido por Tarcísio (33,9%).
- Mas perde no 2º turno para Bolsonaro (48% x 46%), Tarcísio (47% x 46%) e até Pablo Marçal (51% x 46%).
- Chile 2025:
- Com Bachelet fora, Carolina Tohá (22,4%) lidera na esquerda.
- A direita se divide entre Evelyn Matthei (20,5%), Johannes Kaiser (17,5%) e José Antonio Kast (10,1%).