Lula inaugura o Hospital Universitário do Ceará, maior da rede estadual

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O que aconteceu?
Em sua primeira visita ao Ceará em 2025, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) inaugurou nesta quarta-feira (19) o Hospital Universitário do Ceará (HUC), no campus da Universidade Estadual do Ceará (Uece), no bairro Itaperi, em Fortaleza. Com 240 leitos ativos já na noite de estreia, a unidade será a maior da rede pública estadual e atenderá especialidades como hematologia, oncologia e urologia.
O hospital funcionará em modelo de regulação, ou seja, atenderá apenas pacientes encaminhados pelo sistema de saúde do Estado. A projeção da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) é de que até abril, 30% da capacidade total esteja em operação.
O tamanho da estrutura
A nova unidade ocupa uma área de 78,6 mil m², com três torres e sete andares. O projeto começou a ser desenvolvido no governo Camilo Santana (PT) e custou cerca de R$ 700 milhões. Quando estiver operando com capacidade total, terá 652 leitos, incluindo Unidades de Terapia Intensiva (UTI). O custo anual de funcionamento está estimado em R$ 196 milhões.
A comitiva e os anúncios
Lula chegou a Fortaleza após visitar o Rio Grande do Norte, onde inaugurou a Barragem de Oiticica, em Jucurutu. No Ceará, além de percorrer a nova unidade, discursou para o público ao lado de ministros e autoridades estaduais.
Entre os presentes, estavam os ministros Alexandre Padilha (Saúde), Camilo Santana (Educação), Waldez Góes (Integração) e Rui Costa (Casa Civil). O governador Elmano de Freitas (PT), a vice-governadora Jade Romero, o presidente da Assembleia Legislativa Romeu Aldigueri (PSB) e o prefeito de Fortaleza Evandro Leitão (PT) também participaram do evento.
Destaques dos discursos:
Lula: destacou o papel do SUS na pandemia e exaltou a estrutura do novo hospital: “Um Estado que consegue fazer um hospital dessa qualidade e um SUS que pode ajudar a fazer um hospital desse funcionar não deve nada a ninguém.”
Alexandre Padilha: anunciou que o HUC fará transplantes de alta complexidade, incluindo medula óssea, rim, fígado e pediátricos.
Camilo Santana: ressaltou o impacto do hospital como centro de ensino e pesquisa. “Esse hospital não deixa a desejar a nenhum hospital privado desse país para atender o povo pobre do Ceará.”
Elmano de Freitas: agradeceu o apoio do Governo Federal e criticou gestões anteriores: “Era impossível imaginar um hospital dessa magnitude funcionando com aqueles gafanhotos que passaram por Brasília.”
Gestão e protestos
O hospital será gerido pelo Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH), uma Organização Social (OS) que administra outras unidades estaduais. A escolha gerou protestos:
•Entidades acadêmicas e sindicais temem a perda do caráter público e universitário da unidade.
•Servidores pedem a convocação de aprovados em concursos públicos.
•Estudantes reivindicam mais bolsas e ampliação da assistência estudantil.
A carta aberta assinada por sindicatos da Uece e trabalhadores da Saúde questiona o modelo de OS, alegando que ele pode comprometer autonomia universitária, estabilidade dos vínculos de trabalho e a aplicação de recursos públicos.
Ex-secretário se manifesta
O ex-secretário da Saúde Carlos Roberto Martins Rodrigues Sobrinho, o Dr. Cabeto (PSDB), que participou da concepção do hospital no governo Camilo, fez críticas à operação inicial. Ele afirmou que o projeto original previa que o hospital seria “porta aberta”, ou seja, com atendimento emergencial.
Vá mais fundo
✅ Impacto para a rede estadual: O HUC eleva para 14 o número de hospitais estaduais, sendo 10 em Fortaleza.
✅ Primeiros atendimentos: Especialidades como oncologia, urologia e cirurgia vascular já serão ofertadas nos primeiros meses.
✅ Modelo de gestão: O uso de OS na administração de hospitais públicos é alvo de debate no Brasil – opositores apontam falta de controle e transparência, enquanto defensores dizem que melhora a eficiência operacional.
A inauguração do HUC representa um marco para a saúde pública no Ceará, mas as discussões sobre gestão, financiamento e autonomia universitária seguirão na pauta política e acadêmica.

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