
Inflação: A projeção do mercado financeiro para o IPCA, índice oficial da inflação no Brasil, subiu de 4,31% para 4,36% em 2026. Os dados constam no Boletim Focus divulgado pelo Banco Central do Brasil.
Esta é a quarta alta consecutiva na estimativa, em meio às incertezas externas, como as tensões no Oriente Médio. Ainda assim, a projeção permanece dentro do intervalo da meta de inflação.
Meta: Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com margem de tolerância entre 1,5% e 4,5%.
Cenário recente: Em fevereiro, o avanço nos preços de transportes e educação levou o IPCA a 0,7% no mês. No acumulado de 12 meses, porém, o índice desacelerou para 3,81%, abaixo de 4% pela primeira vez desde maio de 2024. A inflação de março será divulgada pelo IBGE.
Juros: Para controlar a inflação, o BC utiliza a taxa Selic, atualmente em 14,75% ao ano, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom).
Após um ciclo de altas, o BC iniciou uma redução gradual dos juros, mas o cenário externo pode influenciar os próximos passos. A expectativa do mercado é de que a Selic termine 2026 em 12,5% ao ano.
Economia: O boletim também manteve a projeção de crescimento do PIB em 1,85% para este ano. Para os anos seguintes, a expectativa é de expansão próxima de 2%.
Câmbio: A estimativa para o dólar no fim de 2026 segue em R$ 5,40, com leve alta projetada para os anos seguintes.







