
Por Fábio Campos
fabiocampos@focuspoder.com.br
Ao ser perguntado acerca da nota do Bloco de Esquerda que pede o cancelamento de uma suposta visita de Jair Bolsonaro a Portugal em 2020, o chefe da diplomacia portuguesa, Augusto Santos Silva, respondeu de um modo bem peculiar aos irmãos portugueses: “Não consigo cancelar viagens que não estão programadas”.
Na verdade, a visita pode acontece se for marcada para 2020 a tradicional cimeira Brasil-Portugal. O último encontro ocorreu no Brasil em 2016. Ao propor o cancelamento da visita que não está marcada, o Bloco de Esquerda age ao modo Bolsonaro: com má educação. Goste-se ou não, trata-se do presidente do Brasil democraticamente eleito.
Porém, a boa diplomacia e os bons modos costumam prevalecer no Portugal moderno. Tanto que, ao ser questionado sobre se Bolsonaro será bem-vindo, Santos Silva afirmou que todos os chefes de Estado e de Governo dos países com que Portugal tem relações diplomáticas, “e que são praticamente todos no mundo…, sabem que serão tratados em Portugal de acordo com aquilo que é determinado pelas leis internacionais e pelos códigos diplomáticos”.
O Bloco de Esquerda compõe, desde 2015, a aliança que governa Portugal. O partido nasceu em 1999 com a junção de três forças políticas: a União Democrática popular, que se dizia marxista, o Partido Socialista Revolucionário, que se declarava trotskista e o grupo denominado Política XXI. Na sequência, vários outros movimentos se agregaram ao bloco que tem 19 deputados.
Na nota, o BE afirmou que Bolsonaro “não é bem-vindo” a Portugal e que o presidente do Brasil mostra “constante desrespeito” pela democracia.







