O mercado e as novas opções de investimentos. Por Renato Aguiar

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Renato Aguiar. Diretor de Crédito e Operações da CDP Capital. Foto: Divulgação

Historicamente, os investidores estrangeiros foram clientes fiéis do mercado de renda fixa brasileiro. Primeiro em razão da elevada rentabilidade, segundo baseados em um câmbio valorizado até 2017, quando se iniciou um processo de consecutivas reduções da taxa Selic, até atingir o atual patamar de 2% ao ano, situação que contribuiu para a desvalorização do Real.

Desta forma, os investidores passaram a ser estimulados a conhecer outras opções de investimentos com vista à obtenção de uma rentabilidade mais satisfatória. Assim, surgiram opções como o próprio Tesouro Direto, fundos multimercado, de crédito privado e/ou ações, além da bolsa de valores e opções mais sofisticadas de investimentos, que passaram a ser cada vez mais pesquisadas e utilizadas pelos investidores brasileiros. Isso contribuiu para um virtuoso processo de amadurecimento, além de uma nova dinâmica para o mercado financeiro e de capitais, possibilitando o tão almejado aumento da concorrência, cada vez mais estimulada pelo Banco Central.

Nesse cenário, também surgiram os Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDC), produtos que trazem segurança jurídica, tributária e operacional. Essa modalidade de investimento compõe uma alternativa intermediária entre as opções de renda fixa e variável, caracterizada pelo risco de crédito dos direitos creditórios que são adquiridos sob a supervisão dos seus administradores, custodiantes, gestores e consultoras.

Através de três tipos de classes de cotas, passíveis de serem adquiridas, denominadas como júniores ou subordinadas, mezaninos e sêniores, os FIDCs se apresentam como uma interessante opção para a captação de recursos, investimento e financiamento da atividade econômica. Além disso, também contam com a proteção das barreiras patrimoniais, proporcionadas pela estrutura de fundos de investimentos em cotas, bem como pela mitigação de riscos.

Como qualquer tipo de aplicação, faz-se necessária a avaliação do FIDC, tanto no que diz respeito à experiência e reputação das instituições envolvidas na sua gestão, quanto à nota atribuída obrigatoriamente por uma Agência de Rating, bem como às características dos ativos adquiridos.

Atualmente, a compra direta de cotas dos FIDC´S ainda não está disponível para o pequeno investidor, mas a expectativa é de evolução quanto a isso, pois os fundos de investimentos de bancos e outras instituições que atuam no varejo podem contar com alocações em FIDCs como estratégia de diversificação e para a obtenção de rentabilidade superior.

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