Operação Big Brother: Dayany destaca “insatisfação” com o resultado do inquérito das câmeras escondidas em seu apartamento

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Foto: Divulgação

No apartamento da deputada federal cearense Dayany Bittencourt (UB), em Brasília, foram encontradas quatro câmeras escondidas, sendo uma delas no banheiro.

Os responsáveis pela instalação desses dispositivos já foram identificados pela Polícia Civil. O apartamento em questão é o número 2053, bloco B do Golden Tulip.

A Polícia, na ocasião, logo esclareceu sobre a localização de cada item: um estava no quarto, outra no armário, outra direcionada para a sala e a cozinha. Já o último dispositivo seria uma câmera de lente escurecida, dificultando a determinação de sua área de visualização. Todas foram descobertas em agosto de 2023.

Dayany, que guardou o caso em silêncio por meses, se manifestou em nota. “O inquérito corria em sigilo até a última semana, para garantir que os responsáveis fossem punidos adequadamente, mas infelizmente não obtivemos uma resposta efetiva contra os criminosos”, declarou.

“Este ato não apenas violou nossos direitos fundamentais, garantidos pela Constituição, mas também causou um grande impacto emocional, resultando em traumas e pânico. Estou tomando todas as medidas legais para responsabilizar os responsáveis por esse ato criminoso”, afirmou Dayany.

A nota completa

Venho a público expressar minha profunda consternação, repúdio e revolta, diante à violação de privacidade ao qual fui vítima.

No dia 28 de agosto de 2023, foi descoberta a existência de algumas câmeras escondidas no apartamento o qual eu era inquilina, em Brasília. Uma invasão à minha privacidade e à privacidade do meu esposo, algo que nunca pensamos viver, o que transformou um espaço de segurança e conforto em um cenário de constante vigilância e medo.

Este ato não apenas infringiu os meus direitos individuais fundamentais, garantidos por nossa Constituição, mas também impôs um peso emocional imensurável, resultando em traumas, sensação de vulnerabilidade constante e pânico.

A minha tristeza não vem apenas pela invasão da minha privacidade, mas também da constatação de que ainda temos um longo caminho a percorrer para garantir segurança, até mesmo dentro de nossos lares.

Estou tomando todas as medidas legais cabíveis para investigar e processar os responsáveis por este ato criminoso. O inquérito corria em segredo de justiça até a última semana, para que os responsáveis pudessem ser punidos com rigor, mas, infelizmente, não obtivemos essa resposta firme contra os criminosos. Continuamos lutando por justiça, para garantir que, não tenhamos mais pessoas passando por esse tipo de violência e violação de seus direitos.

Neste momento, agradeço todo o apoio de minha família, amigos, eleitores, colegas e de toda a comunidade.

A investigação

O inquérito concluiu que a instalação das quatro câmeras não visava espionar a cearense. Ela mudou-se para o ambiente em 21 de agosto de 2023 e, uma semana depois, seus assessores encontraram as câmeras ocultas.

Segundo a Polícia, depoimentos deixaram claro que as câmeras já estavam lá antes de ela alugar o apartamento. O antigo dono do imóvel, um dentista, afirmou ter instalado as câmeras por suspeitar de roubo pela camareira. Ele morou no apartamento de 2011 a 2020 e nunca aprendeu a acessar o sistema.

Dayany, em contrapartida, levanta a hipótese de invasão de domicílio, sugerindo uma ligação com suas atividades políticas ou as do marido, Capitão Wagner, pré-candidato em Fortaleza.

“Operação Big Brother”

Na quinta-feira, 18, os deputados da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece) aprovaram uma moção de solidariedade à deputada federal. A iniciativa partiu do líder do União Brasil na Casa, Sargento Reginauro, antigo aliado de Dayany e CW.

Alcides Fernandes, pai de André Fernandes, um rival na pré-campanha de 2024 de CW, aproveitou a situação e sugeriu aos deputados na Casa um projeto chamado “Operação Big Brother” para evitar casos semelhantes no futuro. Detalhes da ideia ainda não foram sugeridos.

 

 

 

 

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