O que importa:
Reportagem do UOL aponta que Parentes de ministros do STF atuaram em 1.921 processos no STF e no STJ. 381 ainda estão em andamento, segundo levantamento do UOL.
Os números-chave:
- 14 parentes de primeiro grau (filhos, cônjuges, ex-cônjuges e irmãos) identificados.
- A maioria já advogava antes da posse dos ministros.
- Casos não incluem processos sob sigilo, o que pode ampliar o total real.
Quem mais aparece:
- Rodrigo Fux (filho de Luiz Fux):
- 49 processos no STF (1 ativo)
- 500 no STJ (129 em andamento)
- Valeska Zanin (esposa de Cristiano Zanin):
- 47 processos no STF (8 ativos)
- Viviane Barci de Moraes (esposa de Alexandre de Moraes):
- 31 processos no STF (1 ativo; 22 iniciados após 2017)
- Sálvio Dino (irmão de Flávio Dino):
- 35 processos no STF (2 ativos, ambos após a posse)
- Roberta Rangel (ex-companheira de Dias Toffoli):
- 35 processos (nenhum ativo atualmente)Casos pontuais:
- Melina Fachin (filha de Edson Fachin): 7 processos; apenas 1 ativo — ação ambiental ligada à usina de Itaipu, representando o Paraguai.
- Filhos de Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes tiveram apenas um processo cada, ambos já encerrados.
O pano de fundo:
- A atuação não é ilegal.
- Ministros afirmam se declarar impedidos quando há parentes nos casos.
- O tema ganhou força após a revelação de que o Banco Master contratou o escritório de Viviane de Moraes por R$ 129 milhões, antes da liquidação da instituição pelo BC.
Por que isso importa:
Mesmo dentro da legalidade, a presença recorrente de parentes em tribunais superiores alimenta o debate sobre conflitos de interesse, ética e percepção pública do Judiciário.
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