
O que mudou
A Instrução Normativa DG/PF nº 322, publicada em 23 de dezembro de 2025, fez um ajuste pontual na IN DG/PF nº 311/2025, que regula as atividades de colecionamento, tiro desportivo e caça (CACs).
Esse ajuste tratou diretamente de uma dúvida recorrente: o que acontece com os registros concedidos antes das mudanças mais recentes nas regras sobre armas?
Qual foi a mudança na prática
A nova norma deixou claro que os registros concedidos ou renovados durante a vigência do Decreto nº 9.846/2019 continuam válidos até o fim do prazo originalmente concedido.
Ou seja, quem obteve o registro de forma regular no passado não perde esse direito automaticamente por causa de alterações posteriores na legislação.
Comparativo simples – antes e agora
IN DG/PF nº 311/2025 (como estava)
Regulava CACs conforme as regras mais recentes.
Não explicava o destino dos registros concedidos sob o Decreto nº 9.846/2019.
Gerava insegurança e interpretações diferentes na prática administrativa.
IN DG/PF nº 322/2025 (como ficou)
Mantém as regras atuais para CACs.
Inclui regra expressa sobre registros antigos.
Confirma que esses registros seguem válidos até o prazo final.
Traz mais segurança jurídica para administrados e para a própria Administração.
Por que isso importa
A mudança evita cancelamentos automáticos, indeferimentos injustificados e disputas administrativas desnecessárias.
Para CACs, clubes de tiro e colecionadores, isso significa previsibilidade, estabilidade e respeito a direitos já constituídos.
Para o Poder Público, reduz conflitos, judicialização e interpretações contraditórias.
O entendimento por trás da norma
A Polícia Federal reforçou um princípio básico do direito administrativo: atos válidos praticados sob uma regra vigente não podem ser desfeitos retroativamente.
Esse entendimento protege a confiança de quem agiu de boa-fé e fortalece a segurança jurídica.
Lição prática
Mudanças nas regras não apagam o passado.
Registros concedidos corretamente continuam válidos até o fim do prazo.
Clareza normativa, nesse contexto, é essencial para evitar conflitos e garantir o equilíbrio entre controle estatal e direitos individuais.







