Por que o Orós voltou a sangrar após 14 anos

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O que importa:

O Açude Orós, segundo maior reservatório do Ceará, sangrou neste sábado (27) pela primeira vez desde 2011. O fenômeno é resultado de um conjunto de fatores climáticos e geográficos que favoreceram a recarga do açude.
O que levou o Orós a sangrar:
•Chuvas acima da média: Desde 2024, as bacias do Alto Jaguaribe e do Salgado registraram precipitações intensas e regulares, fundamentais para a elevação dos níveis dos rios afluentes.
•Cheias nos afluentes: Pequenos cursos d’água como o Riacho do Rosário e o Riacho do Olho d’Água, na região do Cariri, levaram grande volume ao rio Salgado.
•Força do Jaguaribe: As águas do Salgado se somaram ao rio Jaguaribe em Icó (CE), aumentando o fluxo que deságua diretamente no Orós.
•Recuperação progressiva: Desde 2020, após anos de severa seca, o açude vinha recuperando volume lentamente, com destaque para os bons anos de inverno em 2023 e 2024.
•Monitoramento técnico: A operação contínua da Cogerh garantiu o controle da vazão e o aproveitamento máximo da recarga natural.
Entre os números:
•O Orós tem capacidade para cerca de 2 bilhões de metros cúbicos.
•Aproximadamente 70 mil pessoas são diretamente beneficiadas pela cheia.
•O açude sustenta três sistemas essenciais de abastecimento e irrigação no Ceará.
Entre as linhas:
•Em 2025, 11 açudes das bacias do Alto Jaguaribe e do Salgado atingiram a sangria, sinalizando uma recuperação ampla dos recursos hídricos no semiárido cearense.
•A sangria do Orós reforça a perenização do rio Jaguaribe e contribui para a segurança hídrica de dezenas de municípios.
O que dizem:
“O monitoramento constante e as boas chuvas foram determinantes para que o Orós voltasse a verter suas águas”, explica Tércio Tavares, diretor de Operações da Cogerh.

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