
O fato: Prefeitos do Ceará e de outros estados nordestinos articulam um movimento conjunto para discutir a criação de critérios e possíveis limites para os cachês cobrados por artistas em eventos financiados com recursos públicos.
A mobilização ganhou força após gestores classificarem como “astronômica” a escalada nos valores das contratações, que, em grandes programações, chegam a somar até R$ 30 milhões.
O tema foi debatido em reunião da Associação dos Municípios do Estado do Ceará (Aprece) e deve voltar à pauta após o Carnaval. A expectativa é que os prefeitos apresentem um manifesto conjunto com propostas e diretrizes para a contratação de atrações artísticas.
Pressão sobre as finanças: O presidente da Aprece, Joacy Alves dos Santos Júnior, afirmou que o movimento envolve gestores de diferentes estados do Nordeste, preocupados com o impacto das contratações nas contas municipais.
Segundo ele, o aumento dos cachês tem pressionado os cofres públicos e levado algumas cidades a cancelar ou reduzir suas programações, especialmente no Carnaval.
A discussão ganhou repercussão nacional após reportagem do UOL destacar a alta expressiva nos valores pagos por prefeituras da região.
Foco no equilíbrio fiscal: Além do Carnaval, a preocupação se estende aos festejos juninos, que tradicionalmente movimentam a economia local e atraem turistas.
Os gestores afirmam que a proposta não busca inviabilizar eventos culturais ou desvalorizar artistas, mas estabelecer parâmetros que garantam equilíbrio fiscal, transparência e responsabilidade no uso de recursos públicos.
Nos bastidores, prefeitos avaliam que a ausência de critérios compartilhados tem alimentado uma “corrida inflacionada” por atrações de grande porte em períodos de alta demanda, como Carnaval e São João.
O manifesto com as propostas deve ser apresentado após o período carnavalesco, quando a agenda institucional das prefeituras for retomada.






