Relatório destaca recuperação do varejo com festas de fim de ano

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O fato: A temporada natalina de 2024 trouxe um panorama misto para o varejo brasileiro, segundo análise do JP Morgan. Apesar de uma Black Friday excepcional, as vendas de Natal foram descritas como moderadas, com crescimento médio na faixa de um dígito. O banco aponta diferenças entre dados setoriais e relatos qualitativos das empresas, sinalizando uma recuperação no final do quarto trimestre, puxada pelas campanhas sazonais.

Desempenho das empresas: Entre os destaques positivos estão Natura&Co (NTCO3), Lojas Renner (LREN3) e Azzas (AZZA3), todas superando ou alinhando-se às expectativas de mercado. A Natura, em particular, apresentou resultados acima das projeções, enquanto Renner e Azzas registraram crescimento sólido.

Por outro lado, Magazine Luiza (MGLU3) enfrenta desafios, com desaceleração nas vendas online, reflexo de uma base de comparação elevada no e-commerce.

Destaques no setor alimentar: No segmento de alimentos e bebidas, empresas como Assaí (ASAI3) e Carrefour Brasil (CRFB3) destacaram-se, com aceleração no indicador Same Store Sales (SSS) em relação ao terceiro trimestre de 2024. O crescimento foi impulsionado pela inflação nos preços dos alimentos, mas dinâmicas de “trade-down” – consumidores optando por produtos mais baratos – limitaram os ganhos.

O Pão de Açúcar (PCAR3) também reportou um crescimento sequencial no SSS, alcançando resultados sólidos no quarto trimestre, enquanto o Grupo Mateus (GMAT3) teve desempenho robusto, mas desacelerou o crescimento do faturamento devido ao foco em rentabilidade.

E-commerce em alta: A Black Friday 2024 foi um marco para o varejo online, registrando R$ 4,27 bilhões em vendas apenas na sexta-feira, 29 de novembro, um aumento de 8,4% em relação ao ano anterior, segundo a Neotrust. Quando somadas as vendas da quinta-feira, 28, o faturamento total alcançou R$ 5,97 bilhões, o melhor desempenho desde 2020.

No período de 1º a 25 de dezembro, o e-commerce movimentou R$ 26 bilhões, representando um crescimento nominal de 20,6% em comparação a 2023. Apesar disso, o tíquete médio caiu 1,3%, ficando em R$ 317, reflexo de um aumento no número de pedidos (+22,2%) e menor gasto por compra.

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