
Equipe Focus
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O economista Luiz Fernando Figueiredo, ex-diretor do Banco Central e presidente do Conselho de Administração da Jive Investiments, uma empresa de gestão de recursos especializada em ativos problemáticos, mantém uma posição de cautela em relação à política fiscal que será implementada pelo governo Lula e ao impacto que ela terá na economia do País.
Apesar de dizer que as medidas anunciadas na semana passada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deverão reduzir o déficit primário e desacelerar o crescimento da dívida pública, ele prefere pagar para ver se as promessas de que haverá equilíbrio fiscal a partir de 2024 vão se transformar em realidade. “Uma coisa é o Haddad falar ‘vou trazer a estabilidade fiscal’. Outra é ele conseguir convencer o presidente e o PT a fazer isso”, afirma. “Só o tempo vai nos dizer o que irá acontecer.”
Segundo Figueiredo, porém, a proximidade de Haddad com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o apoio que ele tem da ministra do Planejamento, Simone Tebet, poderá ajudá-lo a levar adiante a tarefa. “O Haddad é muito, muito próximo ao Lula. Isso conta pontos a favor. Outra coisa que conta a favor é a ministra do Planejamento, com quem o Lula tem certo compromisso político, estar junto com o Haddad nessa empreitada.”
Agência Estado







