Em meio ao lançamento de sua pré-candidatura ao Governo de Pernambuco, o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), elevou o tom ao comparar o desempenho sócio-econômico de seu estado com o Ceará, destacando perda de protagonismo regional e criticando oportunidades que, segundo ele, foram desperdiçadas.
Em declaração nas redes sociais, Campos afirmou:
“Eu posso dizer com certeza, se eu fosse governador de Pernambuco, eu não perdia essa para o Ceará. Pernambuco precisa voltar a estar no topo do Nordeste.”
O prefeito ressaltou que não se trata apenas de crítica, mas de apontar caminhos:
“Eu não tô aqui pra ficar criticando, apontando, não. Eu só preciso dizer o seguinte: dá pra fazer muito mais do que tá sendo feito.”
Ao evocar o legado do ex-governador Eduardo Campos, seu pai, durante o período em que Luiz Inácio Lula da Silva ocupava a Presidência, João Campos destacou a capacidade de articulação política como diferencial:
“Quem daqui que tá me assistindo não lembra quando Eduardo Campos foi governador, junto com o Lula presidente. Ele tinha capacidade de fazer.”
Ceará como referência
Campos citou diretamente o avanço do Ceará em projetos estratégicos, como a Ferrovia Transnordestina e investimentos internacionais:
“A gente viu Pernambuco perder a capacidade de trazer a Transnordestina e o Ceará avançou. Isso não é normal, a gente não pode aceitar.”
Ele também mencionou articulações recentes envolvendo o governo cearense e empresas globais:
“O Ceará pegou o governador do Estado, foi com o Lula pra Nova York, fez uma reunião com o presidente mundial do TikTok, firmaram um acordo com o Brasil, no mês seguinte anunciaram um data center de 20 bilhões de dólares no Ceará.”
E reforçou sua postura proativa:
“Eu ia com o Lula em Nova York, Pequim, na China, em qualquer lugar do mundo, ia atrás desse mesmo cabra lá pra trazer pra Pernambuco. Ah, se não pegou essa, eu ia atrás do concorrente dele.”
Reposicionamento político
João Campos renunciou ao cargo de prefeito nesta quinta-feira (2) para disputar o Governo de Pernambuco em 2026. A chapa anunciada reúne:
- Marília Arraes (PDT), ao Senado
- Humberto Costa (PT), ao Senado
- Carlos Costa (Republicanos), como vice
A aliança entre PSB e PT em Pernambuco replica o modelo político já consolidado no Ceará. Encerrando sua fala, Campos reforçou a necessidade de reação:
“O que não dá é pra gente ver os alunos ficarem na Bahia, Ceará e Pernambuco de fora. Então, pra isso precisa ter força política e capacidade de trabalho, e eu tô pronto pra poder fazer.”
Leia a fala de João Campos
“Eu posso dizer com certeza, se eu fosse governador de Pernambuco, eu não perdia essa por Ceará. Pernambuco precisa voltar a estar no topo do Nordeste. Eu não tô aqui pra ficar criticando, apontando, não. Eu só preciso dizer o seguinte, dá pra fazer muito mais do que tá sendo feito. Quem daqui que tá me assistindo não lembra quando Eduardo Campos foi governador, junto com o Lula presidente. Ele tinha capacidade de fazer. A gente viu Pernambuco perder a capacidade de trazer a transnordestina e o Ceará avançou. Isso não é normal, a gente não pode aceitar. A gente precisa retomar o protagonismo do nosso Estado. O Ceará pegou o governador do Estado, foi com o Lula pra Nova York, fez uma reunião com o presidente mundial do TikTok, aquela grande rede social chinesa, firmaram um acordo com o Brasil, no mês seguinte anunciaram um data center de 20 bilhões de dólares no Ceará. Eu posso dizer com certeza, se eu fosse governador de Pernambuco, eu não perdia essa por Ceará. Eu ia com o Lula em Nova York, Pequim, na China, em qualquer lugar do mundo, ia atrás desse mesmo caba lá que anunciou pra trazer pra Pernambuco. Ah, se não pegou essa, eu ia atrás do concorrente dele, pra poder trazer pra Pernambuco. O que não dá é pra gente ver os anúncios ficarem na Bahia, Ceará e Pernambuco de fora. Então, pra isso precisa ter força política e capacidade de trabalho, e eu tô pronto pra poder fazer.







