🔎 Por que importa:
A pena de 14 anos à cabeleireira Débora Rodrigues, por escrever “Perdeu, mané” com batom na estátua da Justiça em 8 de Janeiro, levanta debate sobre proporcionalidade das condenações e o papel do STF na repressão ao golpismo. O tema foi levantado pelo jornalista Elio Gaspari, no O Globo. Segue um resumo.
📌 O que aconteceu
– Débora está presa desde março de 2023 e já pediu desculpas em carta a Alexandre de Moraes.
– Ainda que o julgamento não esteja concluído (Fux pediu vista), a pena sugerida segue padrão severo do STF.
– Até janeiro, o Supremo condenou 371 réus por 8/1, somando 3.300 anos de prisão.
⚖️ O que está em jogo
– Juristas apontam duplas publicadas pelos mesmos crimes.
– Conversas nos bastidores indicam possível revisão de penas.
– A severidade com os vândalos de 8/1 pode ser contraproducente: alimenta o discurso de que o país vive uma ditadura.
📚 Vá mais fundo
– Gaspari traçado paralelo com 1970, quando sequestradores do embaixador Charles Elbrick foram condenados a 8 anos — em plena ditadura.
– “Se a senhora do batom merece 14 anos, quantos merece quem imprimiu o plano golpista no Planalto?”, questiona.
– O STF tem poder, mas precisa zelar pelo bom senso.
📢 Frase-chave
“Débora Rodrigues dos Santos, com seu batom, torna-se um símbolo espinhoso.”