Candidato do PSL em Fortaleza, Heitor Freire é conciliador com pauta conservadora nos costumes

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O deputado federal Heitor Freire (PSL) é candidato a prefeito de Fortaleza pelo PSL. Foto: Divulgação

Quem for conversar com o candidato a prefeito pelo PSL, Heitor Freire, não pense encontrar um personagem com as características, digamos, rústicas do clã Bolsonaro. É fato que o parlamentar se elegeu colando sua campanha em Jair Bolsonaro, mas Freire mantém sua trajetória política com autonomia em relação ao presidente. Além disso, mantém postura cordata e até se declara um político no estilo conciliador.

Heitor Freire garantiu para sua campanha a prefeito de Fortaleza uma boa fatia da cota partidária. Terá R$ 8 milhões a seu dispor. Já contratou um marqueteiro e assessoria de imprensa. Seu tempo no horário eleitoral será de pouco menos que um minuto. Praticamente o mesmo tempo que terá a petista Luizianne Lins.

Freire não pretende investir todos os recursos em sua campanha na Capital. Vai usar uma parte para ajudar nas campanhas de alguns candidatos a vereador em todo o Estado.

Freire tem uma agenda clara: o conservadorismo nos costumes. É contra o aborto, a legalização do consumo da maconha e a favor do direito do cidadão portar armas em casa.

Um conjunto que, por exemplo, não o impediu de ser o surpreendente embaixador da candidatura do professor Custódio de Almeida, um querido de nossa esquerda, junto ao Governo Federal no processo de escolha do reitor da Universidade Federal do Ceará. “Tenho grande admiração pelo trabalho do professor Custódio”, diz.

Freire conheceu Custódio, então pró-reitor de ensino da UFC, quando tentava validar seu diploma obtido em uma universidade norte-americana. Em outros momentos, surpreendeu interlocutores ao declarar-se contrário à privatização do BNB e à extinção do DNOCS.

O deputado federal estudou e morou nos EUA. Vivia muito bem financeiramente atuando no ramo imobiliário até ser duramente atingido pela crise de 2008. Também morou alguns anos na Inglaterra, quando atuou no mercado financeiro.

Sua história de vida é de vencedor. Garoto pobre do Interior do Ceará, perdeu cedo o pai. Adolescente, teve que ir morar com uma tia em Brasília. Engajou-se nos estudos e na igreja evangélica.

Daí, a convite, foi para os EUA. Em Boston, sem dinheiro, teve que pedir roupas para suportar o frio. Passaria apenas um mês. Sua dedicação aos estudos e ao trabalho comunitário chamou a atenção do pastor da igreja a qual se ligara. Acabou tendo seus estudos financiados numa universidade norte-americana.

Formou-se e foi atuar no mercado imobiliário dos EUA. Ganhou dinheiro, mas veio a grande crise de 2008 que nasceu exatamente nesse setor. Voltou ao Brasil e, na sequência, foi à Inglaterra atuar no mercado financeiro.

Voltou ao Brasil nas vésperas da efervescência das jornadas de 2013, quando se engajou nos movimentos de protesto.

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