Cid se junta a Tasso pela CPI que pretende investigar a conduta de Bolsonaro na pandemia

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Girão, Cid e Tasso durante o Focus Summit, evento promovido pelo Focus em novembro de 2018. Ali, pela primeira vez, os três senadores do Ceará na atual legislatura sentavam juntos.

Por Fábio Campos
fabiocampos@focuspoder.com.br

A bancada do Ceará no Senado trava uma disputa de posições que mostra as circunstâncias que cercam cada um dos três representantes.

Cid Gomes (PDT) passou a apoiar a instalação da CPI defendida por Tasso Jereissati (PSDB) cujo foco é a conduta considerada irresponsável de Jair Bolsonaro em relação à pandemia.

Já Eduardo Girão (Pros) não assina o requerimento, mas propõe que a proposta subescrita por Tasso seja ampliada para investigar também ações de estados e municípios relacionadas às compras para a área de saúde. Inclua-se aí a Prefeitura de Fortaleza.

“Estamos à beira de um colapso no sistema de saúde e Bolsonaro, inconsequente, irresponsável e despreparado, segue desrespeitando nossa pátria. O Senado Federal precisa acolher a instalação da CPI da COVID-19. O Brasil não está tendo paz com esse presidente! É nosso dever!”, declarou Cid Gomes.

“Ocorre que, em face dos bilhões de reais repassados pelo Executivo Federal aos entes federados, além de verbas oriundas das próprias fontes municipais e estaduais e diante das brechas escancaradas por uma legislação criada sob regime de urgência, faltou transparência e sobrou desonestidade nos contratos firmados entre gestores públicos desonestos e a iniciativa privada”, argumenta Girão em sua justificativa.

Ou seja, a proposta de Girão amplia a CPI a ponto de inviabiliza-la. Na prática, Girão faz um movimento que certamente agrada ao presidente da República. Além de embaralhar as cartas que estão postas, sabe-se que é inviável uma investigação de tamanha amplitude.

O fato é que, em sua justificativa, Girão cita especificamente um caso de Fortaleza: “A Operação Dispneia, dessa feita no Estado do Ceará, foi deflagrada para investigar prejuízo de R$ 25,4 milhões na compra de respiradores pelo município de Fortaleza. Nesse caso, a Polícia Federal busca provável desvio de recursos públicos federais e crimes previstos na lei de licitações na aquisição de equipamentos respiradores em dois procedimentos de dispensa de licitação realizados pela Secretaria Municipal de Saúde de Fortaleza. A pasta teria contratado uma empresa paulista de ‘duvidosa capacidade técnica e financeira’ para entrega dos equipamentos, conforme informou a Polícia Federal”.

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