
Equipe Focus
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A Fiocruz informou no final da tarde desta sexta-feira, 2, que as doses da vacina AstraZeneca teriam sido aplicadas fora da validade, não foram produzidas pela instituição. “Parte dos lotes (com numeração inicial 4120Z) é referente aos quantitativos importados prontos do Instituto Serum, da Índia, chamada de Covishield, e entregues pela Fiocruz ao Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde em janeiro e fevereiro deste ano. Os demais lotes apontados foram fornecidos pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas/OMS)”, disse a Fiocruz em nota.
A afirmação de que doses vencidas teriam sido aplicadas em diversas cidades do País foi feita pelo jornal Folha de S. Paulo. Os municípios citados, no entanto, negaram a informação do jornal. As prefeituras de municípios citados do Ceará, também negaram a aplicação de doses vencidas. Apenas a cidade de Alagoa Grande, na Paraíba, disse que já havia percebido o erro há dois meses e solicitou o reforço na vacinação dos 72 afetados.
A Fiocruz disse ainda que todas as doses das vacinas importadas da Índia (Covishield) foram entregues em janeiro e fevereiro, dentro do prazo de validade e em concordância com o Ministério da Saúde. “A Fiocruz está apoiando o Programa Nacional de Imunizações na busca de informações junto ao fabricante, na Índia, para subsidiar as orientações a serem dadas pelo Programa àqueles que tiverem tomado a vacina vencida”, disse a instituição.
Fortaleza
A Secretaria Municipal da Saúde de Fortaleza informou que distribui as vacinas a partir do recebimento, sem precisar armazenar as doses na Rede de Frio Municipal. Sobre os 63 casos citados como possíveis aplicações fora do prazo de validade, a Secretaria negou a aplicação de doses vencidas e disse que pode ter ocorrido alguma inconsistência no sistema ou erro de digitação.







