Custos e Competitividade. Por Danielle Porto

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Danielle Porto
Sponser Comitê de Custos e Competitividade do IBEF CEARÁ. Consultora Sênior área de Custos na FIEC – Federação das Indústrias do Estado do Ceará. Foto: Divulgação

 

Diante do mercado atual, onde a inflação apresenta sinais claros de aumento, conquistar e manter a competitividade de uma empresa é um crescente desafio, e um dos instrumentos que mais colaboram para conquistar e sustentar tal competitividade é a gestão estratégica de custos – GEC.

A gestão estratégica de custos não se resume simplesmente na busca pela redução de custos, mas sim em ações que busquem, simultaneamente a isso, melhorar a vantagem competitiva da empresa em termos amplos. Isso significa gerenciar custos com eficácia, o que exige um enfoque não apenas interno, mas externo à empresa, pois a análise do ambiente interno, isoladamente, não mais oferece informações suficientes para assegurar a eficácia do processo decisório.

Nesse sentido, é preciso reconhecer que em razão do acirramento da competitividade global há necessidade de gerar informações rápidas e que promovam sustentação ao foco estratégico do negócio.

Em consonância às novas demandas da gestão, surgiram métodos e procedimentos relacionados à Gestão estratégica de custos, dentre eles: custeamento e orçamento baseado em atividades, custeamento por ciclo de vida dos produtos, análise de custos da cadeia de valor, maior ênfase nos indicadores não financeiros, análise dos custos de logística interna e de distribuição, análise dos custos dos concorrentes, custo-meta, dentre outros.

Os três temas mais abordados na literatura quando falamos em Gestão Estratégica de custos são: análise de cadeia de valor, análise de posicionamento estratégico e análise dos direcionadores de custos. A cadeia de valor explora os elos da empresa com seus fornecedores e clientes, um reconhecimento de que a gestão interna de custos, isoladamente, não é mais suficiente para o alcance da vantagem competitiva. O posicionamento estratégico, é dependente, também, das informações que se tem sobre o ambiente externo. Porter (1989) faz explícita menção a esse respeito quando trata das estratégias competitivas genéricas e das cinco forças que dirigem a concorrência. Por mais que tais elementos do posicionamento estratégico possam ter suas limitações, é

reconhecido que as informações de custos integram o processo dessa gestão estratégica, em todas as suas três fases – formulação, implementação e controle da execução estratégica.

Por fim o terceiro tema, os direcionadores de custos, também tratados por determinantes de custos, são os fatores causais no consumo dos recursos. No custeio baseado em atividades o direcionador é a atividade que causa o custo. Na gestão estratégica de custos o conceito é mais abrangente e decorre das alternativas de estratégias adotadas pela empresa.

A Gestão Estratégica de Custos é um processo direcionado à melhoria contínua e à criação de valor para o cliente, e isso só será realizado se analisarmos não apenas os processos em que há agregação de valor por parte da empresa, mas na cadeia de produção como um todo.

Diante do exposto, é clara a necessidade de novas expertises para os gestores que atuam na área de custos, principalmente sobre os temas estratégia e competitividade, pois gerenciar custos hoje significa buscar, de forma contínua, ganhar produtividade ao menor custo, com maior eficiência e eficácia, visão ampliada, porém, sem perder o foco estratégico do negócio.

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