O crescimento do coworking e a consolidação das modalidades especializadas. Por Matheus Brito

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Matheus Brito, sócio-diretor da Unijuris, coworking especializado para advogados no Ceará. Foto: Divulgação

Ganhando cada vez mais força no Brasil atualmente, os escritórios compartilhados são uma opção inteligente para aqueles que buscam mais comodidade e menos dores de cabeça quando se trata de utilizar um espaço físico. Diferente do modelo convencional, o aluguel de espaços

compartilhados isenta o locador dos encargos sobre água, luz e IPTU. Um reflexo da eficácia desse modelo é sua popularização, comprovada por uma pesquisa feita pela Newmark no ano passado (2021) que mostrou que os escritórios compartilhados já somavam 1,6 mil unidades no País.

É interessante observar que no começo esses espaços concentravam, principalmente, profissionais recém-formados e autônomos, devido ao seu baixo-custo. Na tentativa de atingir uma fatia maior do mercado, alguns coworkings, como o nosso, investiram em oferecer outros benefícios, para “além do endereço”, procurando atender um público específico. Agora, percebendo esses benefícios dispostos pelo modelo acrescido do baixo valor do investimento, profissionais mais experientes com carreira consolidada e grandes empresas manifestam interesse por contratar os serviços de um escritório compartilhado, substituindo-o pelo seu escritório convencional ou acrescentando o endereço como um segundo endereço profissional para captar e atender mais clientes.

Nos últimos dois anos, observamos que os profissionais estão apostando no formato híbrido como modelo de trabalho e enxergam nos escritórios inteligentes uma possibilidade de atender suas demandas com a mesma — ou melhor — qualidade reduzindo os custos, além de ser uma ótima escolha para aqueles que são adeptos ao modelo de trabalho remoto.

Além disso, escritórios inteligentes personalizados para determinadas profissões têm ganhado destaque nos últimos anos. Quando falamos sobre advocacia, por exemplo, sabemos que a grande maioria dos advogados autônomos atendem clientes muito esporadicamente, o que dificulta a manutenção de um escritório convencional. É aí que entra: o espaço compartilhado; o escritório inteligente; o coworking; ou escritório compartilhado; ou, como gosto de falar, o escritório tradicional de forma não convencional. Esta é a importância desse modelo: a estrutura de alto padrão que promove a captação e fidelização de clientes por um valor que se torna simbólico comparado aos benefícios oferecidos.

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