Guerra entre Rússia e Ucrânia deve dominar Assembleia-Geral da ONU

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Brasil ocupará assento não permanente em Conselho de Segurança da ONU. Foto: ONU/Eskinder Debebe.
Equipe Focus
focus@focuspoder.com.br
A guerra da Rússia na Ucrânia deve dominar a reunião anual de líderes governamentais na Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York, embora países em desenvolvimento insistam que questões de saúde, suprimento global de alimentos e mudanças climáticas não sejam esquecidas, disseram autoridades.

Os eventos desta semana da Assembleia-geral da ONU serão mais parecidos com as reuniões tradicionais. Nos últimos dois anos, a pandemia de coronavírus provocou uma participação limitada ou principalmente online. O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, deve falar na quarta-feira depois de participar do funeral da rainha Elizabeth II.Muitos países devem aumentar a pressão sobre a Rússia durante os procedimentos da semana. A França convocará uma reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre a Ucrânia. Uma reunião na terça-feira analisará a escassez de alimentos, atribuída em parte à guerra. Vários líderes devem criticar a Rússia em discursos televisionados para a Assembleia Geral.

Contudo, nem o Conselho de Segurança nem outros órgão da ONU devem fazer quaisquer movimentos substantivos contra a Rússia. A Rússia mantém seu assento permanente e poder de veto no Conselho de Segurança, assim como a China, aliada de Moscou.

Dezenas de países, alguns dos quais dependem da Rússia para fornecimento de alimentos e energia, não aderiram à campanha de sanções do Ocidente e se abstiveram ou votaram “não” quando a Assembleia Geral aprovou resoluções este ano para condenar o ataque à Ucrânia.

“Muitos outros países expressaram a preocupação de que, à medida que nos concentramos na Ucrânia, não estamos prestando atenção ao que está acontecendo em outras crises ao redor do mundo”, disse Linda Thomas-Greenfield, embaixadora dos EUA na ONU, a repórteres na sexta-feira. “Não vamos nos concentrar apenas na Ucrânia, mas não vamos ignorar a Ucrânia.”

Thomas-Greenfield disse que diplomatas querem progredir em temas como covid-19, varíola dos macacos, segurança alimentar e mudanças climáticas. O enfrentamento dessas questões foi dificultado pela guerra na Ucrânia e outros conflitos e por atritos entre as grandes potências.

A porta-voz da Casa Branca, Karine Jean-Pierre, não quis discutir os detalhes do discurso de Biden, que ainda está sendo revisado, mas autoridades esperam que ele anuncie mais ajuda alimentar e critique a Rússia por invadir um país vizinho.

Fonte: Dow Jones Newswires.

Agência Estado

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