
Gabriel Amora
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Capitão Wagner, candidato do União Brasil ao governo do Estado, enfatizou ser muito natural, com a proximidade do dia das eleições, que os aliados se manifestem e peçam votos. Para ele, o apoio do presidente Bolsonaro (PL), durante live na última semana, não o prejudicou. “De forma nenhuma atrapalha a minha campanha. É um apoio que está vindo e que não pode ser negado. Estou muito tranquilo em relação a isso e jamais vou recusar qualquer apoio que venha de lá pra cá”, explicou CW.
Para o candidato, no entanto, não é importante para sua campanha se apegar em algum padrinho político. “O meu foco é o Ceará. Quando tentam no debate puxar para o cenário nacional eu vou lá e tento puxar de volta para o local. Está na hora debater o Ceará porque é isso que o eleitor cearense quer saber”, explicou o líder da oposição. “Com o PL na nossa coligação, seria natural receber esse apoio do presidente, como também temos o Podemos, que apoia a Simone Tebet (MDB), como temos o próprio Avante, que apoia o Lula (PT)”, detalhou.
Questionado sobre o episódio do homem que foi assassinado em um bar de Cascavel por ter declarado voto ao ex-presidente Lula, Wagner destacou que se pronunciou e se solidarizou com a família, assim como fez com o eleitor de Acopiara, assassinado também, que disse que votava nele e no atual presidente. “Qualquer radicalismo tem que ser rejeitado”, apontou quando indagado se isso vem piorado com o bolsonarismo.
“Tanto o radical da esquerda como o radical da direita tem que entender que isso não traz bem nenhum ao país e ao debate político, seja de nível nacional ou estadual”, declarou. “Eu nunca apoiei esse tipo de radicalismo. A gente tem que ser duro, a crítica tem que ser forte, mas sem atacar, radicalizar ou pessoalizar a discussão”, contou.







