Impeachment de Dilma foi injusto e não há pedalada maior que a atual, diz Alckmin

COMPARTILHE A NOTÍCIA

Foto: Divulgação

Equipe Focus
focus@focuspoder.com.br

O ex-governador de São Paulo e atual candidato a vice-presidente na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Geraldo Alckmin (PSB), disse que o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) foi “injusto”, mas refutou a classificação do processo como “golpe”. “Você não pode dizer que foi golpe porque quem presidiu (o processo) foi o Supremo Tribunal Federal Acho que foi injusto porque na realidade Dilma é uma pessoa honesta e correta”, afirmou Alckmin nesta quinta-feira em sabatina realizada pela Folha e UOL. Ele acrescentou que sempre gostou da ex-presidente – e que sempre tiveram bom relacionamento.

Alckmin disse que desde o início não viu com “bons olhos” o impeachment de Dilma. “Nunca fui favorável ao impeachment, embora tenha votado pelo impeachment do ex-presidente Fernando Collor. Quando começou impeachment de Dilma, não vi com bons olhos e tive várias conversas com direção partidária e também houve dúvida jurídica sobre pedalada fiscal”, afirmou. Ele disse que não há maior pedalada que a atual com déficit primário de 10% do PIB, não pagamento da dívida e gastos acima da arrecadação. “Devemos ter cautela com impeachment e talvez aperfeiçoar a legislação. Sou favorável ao instrumento, mas devemos aperfeiçoá-lo a fim do governo ter governabilidade”, apontou.

Sobre os casos de corrupção do Partido dos Trabalhadores e a operação Lava Jato contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Alckmin afirmou que o ex-presidente foi absolvido na 2ª Vara do Distrito Federal e anulação do julgamento pelo Supremo Tribunal Federal. “Não podemos criminalizar a política e não se partidarizar o sistema jurídico. Acho que (prisão de) Lula foi feita para tirar o ex-presidente Lula da eleição de 2018, o que se comprovou depois que vimos que não havia competência para o processo estar em Curitiba e houve parcialidade. Ele foi injustiçado”, afirmou. “Não achei correto (Sérgio) Moro, tendo sido juiz da causa que Lula foi tirado da eleição, aceitar ser ministro de quem ganhou”, observou.

Agência Estado

COMPARTILHE A NOTÍCIA

PUBLICIDADE

Confira Também

André Fernandes, o bloquinho e a ilusão de conquistar Fortaleza dançando para convertidos

Lula: a vitória de um sobrevivente político diante de um Brasil que mudou

Extensão da votação abre caminho para judicialização do segundo turno; disputa pode chegar ao STF

As pesquisas apontam para Flávio, mas a urna ainda pode contrariar os números

Onde os fracos não têm vez: Datafolha mostra placar com Flávio com 47% e Lula 46%; Nos votos válidos, é 50 a 50

Atlas/Bloomberg: Flávio abre 2,2 pontos sobre Lula

O Brasil que não acabou: a escala 6×1 e a história das mudanças que prometiam o caos

Sócia da Fraport, Lufthansa compra metade da TAP e o Ceará pode ganhar uma nova ponte aérea com a Europa

Cláusula de barreira põe dois federais a mais no colo do PSB de Cid Gomes

Com aplausos, Kátia Abreu expõe incômodo no PT: “Paulistas sem voto” e “menos Janja, mais Alckmin”

Atlas/Focus para presidente no Ceará: Lula amplia vantagem e chega a 60,8%; Flávio tem 28,9%

Atlas/Focus: dobradinha Cid-Luizianne soma 59,6% dos votos válidos para o Senado

MAIS LIDAS DO DIA

Restaurantes da Itália mandam guardar os celulares e devolvem às famílias o prazer de conversar

Mercado imobiliário de Fortaleza e RMF movimenta R$ 2,5 bilhões no terceiro trimestre

Avião com Flávio Bolsonaro e família segue para Miami após saída do Equador

STF nega operação de busca e apreensão em endereços ligados a Flávio Bolsonaro

Governo nega mudanças na escala 6×1 e cortes no Bolsa Família e Gás do Povo

Trump aprova ida de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos e critica eleições brasileiras

Flávio Bolsonaro chega aos Estados Unidos após deixar o Brasil pela Argentina

Comitê dos EUA critica concessão de visto a Flávio Bolsonaro

PF investiga saída de Flávio Bolsonaro após descumprimento de ordem judicial