Lideranças femininas no meio jurídico. Por Gabriela Cunha

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Gabriela Cunha é Coordenadora do Núcleo Pauta de Audiências no escritório Nelson Wilians Advogados, das filiais Ceará e Maranhão. Foto: Divulgação

A incansável busca pela igualdade no mercado de trabalho torna-se ainda mais visível em alguns segmentos. Não há como negar, dentre outras inúmeras pautas que regem esse dia, a importância de trazer ao debate o direito das mulheres em ocupar cargos de liderança em grandes escritórios de advocacia no Brasil, onde esses espaços sempre tiveram prevalência de líderes homens.

A todo tempo a mulher precisa avultar a sua capacidade, suas habilidades, seus pontos de vista e minimizar suas fragilidades, pois para conseguir alcançar seus objetivos pessoais e profissionais, precisa provar constantemente que pode estar no lugar que escolheu. Para tanto, ainda que tenhamos um longo e árduo caminho para percorrer, é oportuno evidenciar dados que comprovam um resultado positivo nessa luta pela equidade de gênero.

No mercado de trabalho, com destaque no meio jurídico, ambiente predominantemente patriarcal e machista, cada vez mais as mulheres têm transformado e conquistado espaços em tribunais, órgãos administrativos, assim como, observa-se também a relevância desse novo cenário nos escritórios de advocacia.

Recentemente, o Censo mostrou que o escritório Nelson Wilians Advogados (NWADV), por exemplo, detém o percentual de 56,3% dos cargos de liderança ocupados por mulheres, um índice significativo diante da média nacional que é de 38%, segundo o IBGE. Além disso, com base no Censo de Diversidade 2022, divulgado neste ano, 68% do quadro de colaboradores do NWADV também é composto por mulheres.
Esse número revela uma importante representatividade feminina: significa voz, visão, opinião no bojo de projetos, reuniões, dinâmicas, assim como, traz sensibilidade na gestão de pessoas com a atuação da mulher tornando o ambiente de trabalho mais acolhedor, tendo em vista a rotina e desafios diários impostos e que desencadeiam outras dificuldades em manter a pluralidade no mercado de trabalho.
Ser mulher e ocupar um espaço de liderança no NWADV é motivo de orgulho. É estimulante poder presenciar o nosso dito reconhecimento como profissionais capacitadas e que reforça e valida o caminho que vem sendo traçado há anos diante de lutas, reivindicações e conquistas. Hoje, já conseguimos colher uma parcela dos resultados dessa luta, por meio de reconhecimento e oportunidades, visivelmente praticados na cultura atual do nosso escritório, mas entendendo que ainda temos muito o que avançar para uma sociedade que busca incessantemente por igualdade e um cenário ideal para as diversas minorias.

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