Girão diz que governo trabalha pela retirada de assinaturas da CPI mista

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Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O senador Eduardo Girão (Novo) voltou a defender a criação de uma comissão parlamentar mista de inquérito (CPI mista) para investigar os ataques de 8 de janeiro contra as sedes dos três Poderes da República. Além disso, em pronunciamento em Plenário nesta sexta-feira (14), ele acusou o governo de agir para convencer parlamentares a retirarem suas assinaturas do requerimento de abertura da CPI.

Girão também informou ter encaminhado ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, um ofício da bancada dos deputados federais do Partido Novo solicitando o acesso a todos os registros dos circuitos internos da Casa para o esclarecimento dos fatos ocorridos.

Para o senador, a CPI mista é essencial para entender o que aconteceu e apurar quem foram os responsáveis pela invasão e depredação do patrimônio público. Ele afirmou que somente após descobrir a verdade será possível responsabilizar, com o rigor da lei, os verdadeiros criminosos que cometeram esses atos. E também ressaltou que Pacheco se comprometeu a fazer a leitura do requerimento de criação da comissão na próxima terça-feira (18).

Girão pediu a mobilização dos eleitores para pressionar deputados federais e senadores a apoiar a criação da CPI. E fez um alerta: existem denúncias de um movimento, capitaneado pelo governo federal, que estaria trabalhando nos bastidores para persuadir parlamentares a retirarem suas assinaturas e, assim, inviabilizar a investigação.

“Quero reiterar o papel da sociedade em reivindicar e cobrar, enquanto é tempo, os parlamentares que não assinaram o requerimento da CPI. Eu custo a acreditar nesse verdadeiro golpe: o governo agindo para a retirada de assinaturas. Eu custo a acreditar não por causa da ética desse governo — a gente conhece o modus operandi deles nos governos anteriores —, mas, sim, porque o parlamentar que nesta atual conjuntura retirar sua assinatura estará completamente desmoralizado perante os seus eleitores “, declarou.

Agência Senado

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