Governo Elmano: o que se diz por aí; Por Ricardo Alcântara

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O tempo voa. Governos de 27 unidades federativas, eleitos em outubro, já entram em seu quinto mês e as avaliações sobre seu curso inicial já se mostram mais fundamentadas em seus primeiros atos do que naquelas intenções bradadas no calor da disputa eleitoral como afirmações de compromisso.

No Ceará, o governo de Elmano de Freitas começa abençoado pela boa vibe de um inverno farto, mas é fato: ainda não passou a segunda marcha. Entrar no seu quinto mês com indicações por definir no nível de decisão alto, de segundo escalão, tem sido percebido como algo, por assim dizer, sintomático.

Por razão do aperto de contas herdado – e que, por lealdade ao apoio recebido, nem pode instrumentalizar em sua defesa – ou por deficiências na articulação operacional; quem sabe até, as duas coisas, e em proporções indefinidas, ou pouco tutano nos esforços de comunicação? Sinceramente não sei.

Um aspecto muito comentado no meio político, mas que a prudência recomenda aguardar por seus efeitos, é que o governador teria feito muitas indicações políticas, por acomodação de forças ou lealdade partidária, casos em que nem sempre os currículos estão à altura das missões atribuídas e critérios técnicos não teriam sido melhor observados.

A seu favor, tem sido frequente a lembrança de que Elmano contará com uma base larga de apoio, dentro e fora do plenário legislativo, o alinhamento sinérgico com o governo federal e uma estrutura de Estado organizada, com corpo técnico qualificado por 35 anos contínuos de boas práticas.

Deve-se acrescentar a tudo isso que Elmano de Freitas porta um atributo fundamental, embora não decisivo por si mesmo: vontade política, disposição pessoal para enfrentar os desafios e confiança nas escolhas que fez como eixos de convergência dos esforços de gestão. O governo tem rumo. Acelera, Elmano!

Articulista do Focus, Ricardo Alcântara é escritor e publicitário

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