Ceará registra mais de 2 mil casos de arboviroses, sendo 266 de dengue

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Foto: Freepik

O Ceará registrou 2.039 casos de arboviroses. Os dados foram divulgados nesta segunda, 19, pelo IntegraSUS. Destes, foram confirmados 266 casos de dengue e 27 de chikungunya. O município do Estado com a maior taxa de incidência, até o momento, é o de Brejo Santo, na região do Cariri, com 265 casos notificados e 35 confirmações de dengue.

O objetivo, de acordo com o secretário executivo de Vigilância em Saúde da Sesa, Antonio Silva Lima Neto (Tanta), é fazer um acompanhamento mais próximo aos municípios e agir com rapidez em caso de aumento de números.

“Escolhemos esse modelo de sistema, que traz uma maior capilaridade e atualização constante. Por meio dele, é possível visualizar os casos no máximo de locais possíveis, tanto em todo o Estado, como nas Regiões de Saúde, nas Áreas Descentralizadas de Saúde (ADS) e em cada município”, destaca.

Segundo o gestor, com esse sistema de dados, é possível perceber em tempo real quais municípios têm mais casos e, dessa forma, decidir os próximos passos. “Hoje, os municípios que têm o maior número de casos são Brejo Santo e Tianguá, um localizado no extremo sul do Estado e o outro, na região norte. Sabendo disso, já encaminhamos nossas equipes de vigilância para chamar a atenção dos gestores e talvez acionar mecanismos de combate como o fumacê”, diz.

Embora mais elevados nessas duas cidades, o secretário ressalta que a tendência é que os números no Estado permaneçam baixos porque a maior parte da população já foi imunizada naturalmente contra os subtipos 1 e 2 da dengue. “No entanto, a população deve continuar se prevenindo, porque o controle do mosquito é uma tarefa dura, especialmente com o início das chuvas”, explica.

Além da atualização constante dos dados, outra peculiaridade do IntegraSUS é mostrar o comparativo de casos com duas curvas epidêmicas, em que é possível fazer uma análise que compara o número de casos em relação ao do mesmo período no último ano e à média dos últimos cinco anos. “Dessa forma, é possível estar mais alerta para os locais em que pode haver uma epidemia”, ressalta o assessor da Secretaria Executiva de Vigilância (Sevig), da Sesa, Osmar Nascimento.

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