
O comércio no Ceará não só recuperou, como ultrapassou os níveis de emprego registrados antes da pandemia de Covid-19, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na Pesquisa Anual de Comércio (PAC). Em 2022, o setor comercial empregou 282,2 mil pessoas, superando os 271,3 mil empregos de 2019.
Crescimento no varejo e atacado
O comércio varejista, principal motor de empregos no setor, empregou 211 mil pessoas em 2022. Apesar de uma leve queda em relação a 2021, quando o varejo empregava 221,7 mil, ele ainda representa 74,8% do total de empregos no setor.
Em contraste, o comércio por atacado registrou um aumento significativo, empregando 46,3 mil pessoas em 2022. Esse número superou o recorde anterior de 2014 e refletiu um crescimento de 13,9% no número de empregos em relação ao ano anterior.
Desempenho do setor de veículos
O comércio de veículos, peças e motocicletas também apresentou uma recuperação notável, empregando 24,8 mil pessoas, o que corresponde a 8,8% do total de empregos no setor. Este segmento teve um desempenho melhor do que nos anos de 2020 e 2021, aproximando-se dos níveis observados em 2013.
Receita e salários
Em termos de receita, o setor comercial do Ceará obteve R$ 149,2 bilhões em 2022, gerados por 42.190 Unidades Locais (ULs). O comércio varejista contribuiu com R$ 79,2 bilhões, seguido pelo atacado com R$ 55,6 bilhões e o setor de veículos, peças e motocicletas com R$ 14,3 bilhões.
Os salários no setor também mostraram sinais de recuperação, aumentando de 1,4 para 1,5 salário mínimo. O setor de atacado ofereceu os salários mais altos, com média de 1,9 salário mínimo, enquanto os segmentos de veículos e varejo apresentaram salários médios de 1,7 e 1,2 salário mínimo, respectivamente.
No Nordeste, o Ceará ocupa a terceira posição em termos de receita bruta do comércio, ficando atrás da Bahia e de Pernambuco, com contribuições de 26,8%, 19,8% e 14,3%, respectivamente. Houve uma leve queda em relação a 2021, enquanto Maranhão e Rio Grande do Norte aumentaram suas participações para 11,7% e 6,4%, respectivamente.
Em âmbito nacional, o Nordeste manteve sua contribuição de 14,5% para a receita bruta de revenda do comércio em 2022, índice similar ao de 2021. No entanto, a participação regional diminuiu 0,7 pontos percentuais desde 2013. Especificamente no Ceará, a participação caiu de 14,9% para 14,3% desde 2013.
Os dados revelam uma recuperação sólida do comércio no Ceará pós-pandemia, com o setor se adaptando e superando desafios econômicos. O aumento no número de empregos e a elevação dos salários são indicadores positivos de um mercado em crescimento, proporcionando novas oportunidades e contribuindo para o desenvolvimento econômico regional.







