O que aconteceu: O Tribunal de Contas da União (TCU) abriu uma auditoria urgente na Previ, o fundo de previdência dos funcionários do Banco do Brasil. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (5.fev.2025) pelo presidente do TCU, Vital do Rêgo, após pedido do ministro Walton Alencar Rodrigues, que apontou “gravíssimas preocupações” sobre a gestão do fundo.
Por que importa: O Plano 1 da Previ acumulou um prejuízo de R$ 14 bilhões entre janeiro e novembro de 2024, valor muito acima das perdas de R$ 5,5 bilhões registradas em 2023. O resultado acendeu o alerta para possíveis falhas graves na administração do maior fundo de previdência da América Latina.
Contexto: O atual presidente da Previ, João Luiz Fukunaga, é sindicalista e assumiu o cargo em 2023. Funcionário do Banco do Brasil desde 2008, ele tem formação em História e mestrado em História Social pela PUC-SP. Fukunaga iniciou a carreira como professor do Ensino Médio e é associado do Previ Futuro há mais de uma década.
O que dizem:
- Walton Alencar Rodrigues (ministro do TCU): “O fato é seríssimo, elevando os riscos dos segurados do Banco do Brasil. O desempenho da Previ em 2024 foi substancialmente menor em quase todas as classes de investimento, incluindo renda fixa, variável, ativos imobiliários e investimentos estruturados.”
Vá mais fundo: O rendimento dos investimentos da Previ em 2024 foi de apenas 1,58%. Esse desempenho considerado “pífio” reforça dúvidas sobre a segurança da gestão atual, um tema sensível para o governo, que já enfrentou crises semelhantes em outros fundos de pensão estatais. O caso reacende críticas sobre a influência política em fundos estratégicos e pressiona o governo a apresentar explicações claras para evitar novos desgastes.