Agência de Notícias da Alece completa 15 anos com olhar para o futuro e legado de conquistas

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Domingos Filho, Silvia Goes e a engrenagem que mudou a comunicação do Parlamento

Em agosto de 2025, a Agência de Notícias da Assembleia Legislativa do Ceará completa 15 anos. Mais do que uma marca institucional, a data é um marco político e estratégico. É a consolidação de um modelo de comunicação pública construído com decisão, técnica e trabalho em equipe.

Essa história começa em 2007. O então presidente da Alece, Domingos Filho, assume o comando da Casa com um objetivo claro: modernizar a Assembleia — tanto em estrutura física quanto em funcionamento e imagem institucional. A expansão dos espaços internos, com a criação dos auditórios das comissões técnicas, escancarou uma urgência: a comunicação da Alece precisava dar um salto.

É nesse contexto que entra em cena a jornalista Silvia Goes. Convidada por Domingos para coordenar a Comunicação da Casa, Silvia liderou o processo de reconstrução do setor. Com ela, vieram planejamento, clareza editorial, inovação e foco na aproximação entre Parlamento e sociedade.

A transformação não foi cosmética. Envolveu toda a estrutura: rádio, TV, site, equipe e conteúdo. O que antes era fragmentado e técnico passou a ser pensado como rede.

A partir de 2007, a Alece começa a registrar de forma sistemática suas atividades parlamentares: sessões plenárias, audiências públicas, reuniões de comissões, sessões solenes. Cada ato passa a ser noticiado, documentado, arquivado. A comunicação vira memória viva da Casa.

A rádio e a TV Assembleia — hoje Alece FM e Alece TV — ampliam suas programações. A cobertura se torna contínua e alinhada ao interesse público. O foco não é o político, é o Parlamento.

Em 2010, nasce oficialmente a Agência de Notícias da Alece. A iniciativa, inspirada em modelos de outras Casas Legislativas e da Câmara dos Deputados, surge como resposta ao novo tempo. O formato já era praticado, mas ganha nome, força e institucionalidade.

O portal da Alece, existente desde 1996, é remodelado. Ganha layout moderno, conteúdo em tempo real, Banco de Imagens, boletins digitais, clipping diário, enquetes, canal de SMS e espaço para interação com o cidadão.

O diferencial: o padrão AL

A profissionalização da comunicação não parou no layout. Um dos legados mais importantes foi a criação do Manual de Redação e Estilo da Agência, que consolidou o chamado “padrão AL”. O manual definiu parâmetros editoriais, linguagem, critérios de apuração e conduta jornalística.

“O manual foi essencial para consolidar a identidade da Alece. A partir dele, tudo passou a ter coerência, desde o texto até a forma como se apresenta o Parlamento ao público”, diz o jornalista Adilson Nóbrega, que integrou a equipe gestora do novo portal.

A jornalista Clara Guimarães, editora-chefe na época, relembra o envolvimento do time. “Foram meses de pesquisa, testes e muito debate. A gente sabia que estava criando algo pioneiro para uma Assembleia Legislativa.”

Por que isso importa

Em um país onde a desinformação e a desconfiança nas instituições corroem a democracia, iniciativas como a da Alece não são apenas administrativas: são estruturais. A decisão de comunicar com seriedade, clareza e participação social colocou a Assembleia do Ceará na dianteira entre os Legislativos estaduais.

Transparência virou regra. A informação ganhou lastro e confiabilidade. A imprensa, especialmente a do interior, passou a contar com fontes oficiais e acessíveis. A população passou a acompanhar, entender e cobrar.

O tripé: decisão, técnica e equipe

Nada disso teria sido possível sem três pilares claros:
1. Decisão política — Domingos Filho viu o problema, entendeu a oportunidade e deu o sinal verde.
2. Liderança técnica — Silvia Goes organizou, planejou e comandou a execução com foco e visão institucional.
3. Trabalho em equipe — Repórteres, editores, técnicos, produtores, programadores. Um esforço coletivo e integrado.

E agora?

Hoje, a Agência segue funcionando sob nova coordenação — com a jornalista Lusiana Freire — e continua sendo uma engrenagem essencial para garantir informação, transparência e participação.

O modelo evolui, mas a essência permanece: uma comunicação pública feita com profissionalismo, seriedade e compromisso com o interesse público.

(Com informações de Pedro Emannuel Goes)

 

 

 

 

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