
O fato: As mulheres continuam recebendo, em média, salários inferiores aos dos homens em todos os segmentos da economia brasileira, segundo levantamento divulgado pelo IBGE. Em 2024, elas tiveram rendimento médio mensal de R$ 3,9 mil, enquanto os homens receberam R$ 4,2 mil, uma diferença de 16,6%.
Os dados fazem parte do Cadastro Central de Empresas (Cempre), que reúne informações de 10,6 milhões de empresas e organizações ativas no país.
Diferenças: A menor desigualdade foi registrada nas entidades sem fins lucrativos. Nesse grupo, as mulheres receberam, em média, R$ 3.589,82, o equivalente a 95,3% do rendimento dos homens, que foi de R$ 3.768,81.
Nas empresas privadas, a diferença foi maior: o salário médio das mulheres ficou em R$ 2.996,79, contra R$ 3.838,67 dos homens, o equivalente a 78,1% da remuneração masculina.
Na administração pública, as mulheres receberam, em média, R$ 4.967,51, enquanto os homens tiveram rendimento de R$ 6.058,19, uma diferença de 18%.
Explicação: Segundo o IBGE, a menor desigualdade nas entidades sem fins lucrativos pode estar relacionada ao perfil dessas organizações, muitas delas ligadas à assistência social.
O instituto também aponta que a concentração feminina em áreas como saúde e educação ajuda a reduzir a diferença salarial na administração pública, embora a desigualdade ainda persista.
Empresas: O levantamento mostra que o Brasil encerrou 2024 com 10,6 milhões de CNPJs ativos, responsáveis por cerca de 68 milhões de pessoas ocupadas, entre trabalhadores assalariados, sócios e proprietários.
Entre 2022 e 2024, o número de organizações cresceu 12,5%, enquanto o total de pessoas ocupadas aumentou 8,4%.






