[“Tudo virá a seu tempo”]
“Em todos os países democráticos , a oposição é governo em potencial. Só poderá haver oposição em países em que haja esperança — para a oposição”, Joaquim Nabuco
Muitos riscos ameaçam o equilibrio de uma transição pacífica do governo saído destas eleições. Algumas lideranças seguem a convergência do ativismo das suas bases. Outras, avaliam os riscos a correr para a definição de apoio aos candidatos sobreviventes.
Quem deveria estar junto, junta-se agora, diante das evidências eleitorais do primeiro turno. O velho “Centrão” considera riscos e vantagens e libera os seus de compromissos incômodos.
Na etapa final deste confronto que os mais otimistas chamam de “democrático”, contam de fato, a garantia e a certeza na partilha do poder.e no exercício do governo.
Paira, entretanto, numa atmosfera guerreira, o clima de “terra arrasada” dos passos perdidos, em avanços e recuos estratégicos de litigantes dispostos, chegada a hora, de aderir a quem e ao que importa mesmo.
Passada esta refrega, recolhidas as urnas, chegará a hora de pôr ordem na casa. Terá chegado, então, o momento da celebração de acordos e anuências úteis para que tudo continui, tal e qual, no quartel do general…
Alguns sinais de rendição incondicional ou negociada — pouco importa — surgem, contudo, entre homens de boa vontade e entendimento oportuno. As sobras do banquete chegam para todos…







